abr
11
2003
De mal a pior as coisas se tornam boas.
[ruim] FErio não tá falando comigo. Está magoado com algo que eu disse que eu sinceramente não sei o que é. Pedi desculpas por simples conveniência. Ainda estou tentando entender. Até o Coelho está por dentro da história… hauhauahuahuah. No final das contas, adivinha quem vira o vilão.
[bom] Conversei com a Will sobre um monte de coisas, muito mais sobre mim do que sobre ela. É bom a gente sentir que tem uma compensação para toda a dedicação.
[ruim] A mãe continua falando na Renata e eu a ouvir. Minha irmã não tem mesmo responsabilidade… agora ela que aguente o tranco. Sair de casa da maneira que ela saiu. O pai continua calado.
[bom] O Carl vai me emprestar o sobretudo para completar minha “segunda pele” na festa a fantasia.
[bom] A Samy disse ao Curinga que o grupo de RPG da irmã dela está usando a minha história como ponto de partida para um jogo. Fiquei surpreso… e emocionado, claro. Parece que minhas idéias não param de tomar vida, consciência própria.
FallenAngel listening Ghostrider – The Crow Soundtrack
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abr
10
2003
Acabei de postar a terceira parte do primeiro capítulo da história que estou escrevendo: Os Cavaleiros do Reino do Horizonte. Fiquei até 3:00 da matina para poder terminá-la e, valeu a pena. Não há muito de especial, mas a história começa a tomar forma.
Ainda estou devendo a descrição dos personagens, mas ou esperar que os próximos apareçam para isto, e tentar publicar com mais freqüência, sim. Senão o pessoal frita meu couro…
O pessoal da Wizards of the Coast também está animado. A edição 3.5 do Dungeons & Dragons está para sair, e no Revision Spotlight desta semana foram apresentadas as novas prestige classes. Bem, porque estou dizendo isto? Olhem só:
Horizon Walker: The horizon walker is an unceasing traveler to the universe’s most dangerous places. As her journeys take her from place to place, she adapts to become one with her environment. In time, she develops a mystic connection with the ground beneath her. But she is by no means tied to a particular place; her restless feet are ever leading her toward the horizon, where new adventures await.
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abr
9
2003
É engraçado como as pequenas coisas mudam a nossa vida. Nada de significativo tem acontecido na última semana mas, uma série de pequenas coisas desde ontem vem levantado o meu humor.
O pessoal está se animando para a festa de 100 dias de direito (leia-se festa a fantasia)… Vai ser muito massa… E eu, vou fantasiado de que? De Brandom Lee claro, huahau… vamos ressucitar o Corvo. Falando nisto, adivinhem só o filme que eu assisti ontem no sbt. É real… eu estava pensando na fantasia há algum tempo já e ontem, após acabar o Casseta e Planeta, uma ligeira mudança de canal e… - Perae, eu conheço este filme.
Frase da semana: “Não pode chover o tempo todo…
É engraçado como as pequenas coisas mudam a nossa vida. Encontrei uma menina linda no ônibus hoje… não que nunca a tinha visto, mas nunca havia reparado nela como hoje, fiquei fascinado. Logo que entrei ela exibia um sorriso lindo, o aparelho odontológico brilhando entre os dentes, linda. Mas o melhor veio depois, quando nossos olhos se encontraram… olhos castanhos, curiosos, furtivos… famintos!
Não, não estou me referindo ao sentido erótico da palavras… é estranho, mas dificilmente as pessoas conseguem compreender isto. Adoro garotas que me surpreendem, posso ficar fascinado por minutos, admirando sua beleza só pelo prazer que isto ne traz. Imagine um lindo por-do-sol sobre as montanhas, tingindo o céu de laranja e vermelho, no extremo oposto, o brilho das estrelas começando a se revelar. Entende agora como me sinto?
Algumas garotas têm o dom de me fascinar.
É engraçado como as pequenas coisas mudam a nossa vida.
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abr
8
2003
Surpreendido, sinto somente um golpe surdo no peito, um ruído oco. Os elos da malha se partem. Não há dor ou desconforto, somente a sensação de incômodo, uma farpa presa no peito.
Avanço decidido, fazendo a espada descer sobre o pescoço do oponente a minha frente em meu próximo passo. O seguinte já não se torna tão fácil quando a garganta seca repentinamente e a respiração não me traz o desejado oxigênio consigo, mas sim uma sensação de agonia e sufocamento.
Então eu sinto a dor, talvez retardada pela fúria da batalha, talvez por algum artifício do destino cruel. Ela força-me o peito, impedindo a respiração, enchendo meu pulmão de meu próprio sangue. As pernas fraquejam, o próximo passo não chega a findar-se. Ajoelho-me, apoiado na espada como a uma bengala.
Apoio-me totalmente em minha vontade e forço-me a erguer-me na força de meus braços. O gosto férrico e amargo sobe até minha boca, ardendo como fogo enquanto o sangue escapa-me entre os dentes. Minha força se esvai totalmente.
As pernas tremem enquanto, tentando respirar, começo a ter espamos. A visão se torna turva e escurece. O único odor que ainda distinguo é o de sangue que exala de meu próprio interior. Sinto o solo sob mim.
Mas não termina aí, não enquanto convulsionando, meu pulmão busca ainda o ar até que se sufoque totalmente em sangue. Não há o frio da morte, não a consciência ou a lucidez de um golpe fatal. Desesperado, meus gritos se abafam em minha própria garganta, enquanto morro afogado em meio à batalha.
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abr
7
2003
É incrível como as frases mais perfeitas aparecem do jeito mais inusitado. E-mail enviado pela Mariko… a dona do Meu Negro Sepulcro.
Final de semana estranho para uma semana estressante. Tive uma discussão com um de meus melhores amigos e fugi do grupo de jovens. Marcamos jogo de Mago para o sábado, mas não rolou… e olha que eu até tinha levado o Gorpo. Conseqüência: voltando para casa ás 4:00 da matina, um vento dilacerante castigando meus pulmões enfraquecidos.
“Podíamos encontrar algum camarada que nos levasse até em casa, não?” Cuidado com o que se deseja… engraçado, de forma inesperada nos aparece o Júnior. O cara foi muito legal, mesmo morando em Balneário ele nos levou até minha casa pelo preço da passagem do busão, e no maior conforto.
O Toni decidiu aceitar minha oferta de abrigo. Mas eu acho que a Sininho acabou arrastando a Fadinha do Sono para a balada, porque ás cinco da matina nenhum de nós conseguia pregar o olho. Ficamos conversando por um bom tempo, e esta foi a melhor parte. Acho que coisas como esta é que constroem uma amizade de verdade. O Ferio poderia ter ficado também.
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abr
4
2003
Vocês não sabem o quanto eu ouvi este pedido nas últimas semanas. Desde que eu publiquei os Cavaleiros do Reino do Horizonte eu tenho pensado nesta possibilidade. “Ao menos você não vai precisar de psicólogo”. Eu mereço cada um que me aparece.
Bem, estreando o blog, vou postar uma pequena prosa que eu escrevi dia desses.
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abr
4
2003
Correntes extendem-se de meus pulsos e tornozelos, esticadas, erguem me a meio caminho entre o teto e o chão. Escuridão imunda-me os sentidos. Que chão, que teto? Ouço somente o barulho das gotas ao encontrar outras concentrações de água. O ar é úmido e parado, somente o odor de mofo é perceptível.
Mas não eternamente. Na terceira noite, talvez no quarto dia o cheiro dos lírios se faz presente. Suave tal qual os passos que se insinuam atrás de mim. Eles param repentinamente. Não há respiração, nenhuma ansiedade. Ergo a cabeça cansada, procuro a fonte de minhas esperanças.
Um toque suave se faz sentir em minha asa. Delicado mas decidido, preciso. Ele percore as penas desde a base até o centro da asa, sentindo a textura de cada pena. Outra mão se faz presente na asa oposta. Parecem buscar conforto em minhas alvas plumas.
Mas então, como que num reflexo, se movem rapidamente até a base, ainda delicadas, ainda firmes. E puxam com força, com muita força. A dor é imensa, os ossos se quebram, os nervos queimam como o fogo, a carne é rasgada como tecido enquanto minhas asas são tomadas de mim.
Jatos de sangue morno escorrem por minhas costas, caindo como grosso caldo no chão abaixo. Há chão, realmente. Mas nada mais me importa, nem o chão, ou o som das gotas, ou o odor de lírio, nem mesmo a dor atordoante que me priva os sentidos. Nada importa mais que a ausência, o vazio que reside em minhas costas.
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