mai
19
2003
Foi bom… eu adorei ter ido a Jaraguá. Cara, a cidade é muito massa, para queles que não gostam de muito agito é verdade. Mas como este é meu caso, eu adorei a cidade. Adoraria morar lá embora a distância de certos amigos fosse me ferir um pouco. Outros parecem já não importarem-se mais com a minha presença.
A festa foi bem familiar e altamente discreta. A aniversariante estava linda (tá, eu sou suspeito para falar), mas eu não caí. Não dessa vez. conheci outras amigas dela e revi umas que a muito tempo eu não via. Uma delas, a Flora, cresceu prá caramba. Para terem idéia eu a chamava de hobbit por causa do tamanho e do rostinho sempre sorridente de criança levada. Não tem mais nada de criança naquele rosto, Dio Santo. Isto me surpreendeu muito, mas nada além disto. Conversamos como velhos amigos.
E-mails novos da Dani… cheio de desculpas e broncas. Coisas que eu precisava ouvir.
Conclusões?
Não mudei nem um pouquinho. Ainda estou com sede de novos ares, de uma ânsia pela chegada do frio e da noite. Em vários momentos durante a festa me senti deslocado, e me mantive distante ou sozinho. Assustei a anfitriã que nunca havia me visto assim melancólico.
Minha irmã esteve em casa ontem e eu cheguei somente depois da saída dela. Sem “Feliz Aniversário” para ela este ano. Não que eu não me preocupe, mas não estou fazendo tanta questão da parte da família que me considera pouco. Meu irmão quebrou o braço… ele sempre tem os piores acidentes. Vai receber um novo e brilhante parafuso de titânio. Falando sério, estou orgulhosos do jeito que ele está lidando com isto. A maturidade deles me surpreende. Talvez logo logo eu deixe de ser o “irmão mais velho”.
Na semana passada, cercado em meio a uma batalha, um grande amigo apoiou-se em minhas costas, buscando proteção e dando-me cobertura. Sem perceber virei-me depressa e apunhalei-o com minha nova lâmina. Sangue em minhas mãos, sangue que eu não queria. Ataques de oportunidade ao léu. Amaldiçoado seja.
Jaraguá me deixou lembranças boas e pequeninas farpas sobre as quais quero escrever em breve. Deixando algumas coisas claras sem querer: Você cresceu e, mal notei… como o sol se põe você em meu peito se apaga.
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mai
19
2003

What’s this? Coming soon!
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mai
16
2003
O que eu posso dizer? Ainda não estou nada bem… nem sei se quero ficar!
Sabem a história do filho pródigo? É, aquela da Bíblia… é minha irmã. Eu sou o filho mais velho, o certinho, o paladino correto com escudo de estrelinha e visor ótico. Bem, voltando a minha irmã… ela e a pródiga que não retornou, na verdade não sei se ela voltará para casa mas… ela já é a preferida da mãe, sabem.
Porque eu deveria me importar? Pensei nisto ontem. Porque? Eu sou o filho mais velho, eu vivi e me preparei para isso, eu não exijo, não discordo, não discuto. Doei o sangue e as vísceras porque este é o papel do irmão mais velho. Enquanto o pródigo se delicia com banquetes e sodomias nas melhores estalagens das maiores cidades, o mais velho ara os campos.
O que eu quero então? … queria saber se para o mais velho alguma recompensa está reservada.
- Vc precisa de menos preocupações.
- Tlvz seja isso que eu queira, me livrar delas, fugir, sei lá…
- É soh descobrir um bom jeito de solucioná-las…
Isso ficou martelando na minha mente. Solucionar.
Ainda espero mudanças… de ares, de situação. Estou triste com todos os acontecimentos do início da semana, e não consigo escolher as palavras certas para dizer isto… talvez nunca consiga. Melhor fugir?
Amanhã tenho uma festa para ir… o aniversário de quinze anos da “menininha de doze”. Explicando: eu conheci ela quando não tinha nem bem doze, apesar de aparentar ser mais velha, linda como ela só. Conseqüência: me apaixonei por uma “menininha de doze” que amanhã faz quinze.
O tempo passa. Os sentimentos mudam, ficam para trás com as lembranças. Mas como velhos fantasmas e sombras adormecidas eles voltam. E assim ele voltou quando ela virou-se para mim e disse: - Dia 17 vou dar uma festa de aniversário em Jaraguá. Você vai, né?.
E é este maldito né que nos tira a concentração, que derruba-nos as defesas.
I wish not to fall again.
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mai
14
2003
Não, eu não estou apaixonado… ainda assim eu quero morrer.
Talvez a morte seja um objetivo distante demais, mas eu a desejo… desejo a morte, como se deseja o frio e o calor, a noite e o dia. Como clamei pelo inverno.
Since I met you for the first time
Minhas mãos estão cobertas de sangue e caído no campo de batalha eu clamo pela misericórdia das Valquírias.
Mil idéias estão aflorando em minha mente, de guerra, de sangue, batalhas… idéias nórdicas. Tenho medo de escrever durante a depressão embora isto somente me impulsione. A melancolia que ela trouxe exige de mim mudanças… mudanças de ares. Para onde? Para além do horizonte, é tudo o que desejo.
In the sky, in the night
Fuga. Talvez seja só isto que eu queira. Morte, mudança… fuga?
Voar… talvez voar fosse uma boa alternativa. Tenho sentido falta das minhas asas novamente. Que asas? Nunca tive asas! É,… saudade das asas que não tenho, dos lábios que me foram negados. Dos beijos do aço e dos lábios da morte.
I will love you till I die…
Um imenso frio percorre minhas costas, invade minha carne. Sinto falta delas. Deveriam estar aqui para me impulsionar… ao horizonte. Para os braços da morte.
Achei uma menina no ônibus com um anjinho na omoplata direita, sobre a blusa. Be cynical, I will.
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mai
13
2003
9/05/3
Neve. Frio. Branco. Frio. Gelo. Frio. Branco. Alvo. Vento. Frio. Vento. Céu. Azul. Olhos. Azul. Verde. Olhos. Pele. Alva. Fria. Branca. Morte. Escura. Noite. Estrelas. Brilho. Olhos. Azul. Céu. Escuro. Noite. Escuro. Alvo. Branco. Neve. Branco. Pele. Lábios. Vermelho. Sangue. Vermelho. Quente. Lábios. Desejo. Calor. Desejo. Frio. Alvo. Escuro. Noite. Vento. Desejo. Lábios. Vermelho. Sangue. Calor. Pele. Alva. Olhos. Azul. Céu. Noite. Frio. Vento. Frio. Neve. Branco. Inverno. Desejo.
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mai
12
2003
Lâmina nova, afiada, mortal… ferindo aqueles que se aproximam demais, aqueles que mais querem o meu bem. Sangue em minhas mãos… sangue que não é meu. Sangue que eu não queria.
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mai
7
2003
Parado no ponto de ônibus com frio e fome. Thor e Toni a caminho, não passam… param. Amigos. Conversa fiada, trabalho, RPG, Toplan, novas aquisições… namorada ligando.
- Onde eu tou, amor? Aqui na frente da academia. O Jefferson tá esperando o buso.
- É. No meio do caminho tinha um Jefferson. Tinha um Jefferson no meio do caminho.
Boas risadas. Karol aparece e… no meio do caminho… Boas lembranças. Saudade das pessoas que tem importância. Todo mundo distante, ausente.
Principalmente eu.
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mai
7
2003
Estou manifestando outra crise maníaco-depressiva… as mudanças de humor estão surpreendentes, instântaneas. Como isso acontece? Gostaria de saber.
Amigos, amigos… vanires. Amigo: alguém com quem você se relaciona bem. Quem são meus amigos? Não que eu me relacione mal com alguém mas,… com quem eu me relaciono? Estou sentindo meus elos com os amigos cada vez mais distantes.
A amizade pode ficar em mode stand by? Ou as teorias da DoomGuard estão certas? All will be Dust. Saudades de Greywaste… no feelings, no pain.
Sem contar os dias de trabalho exaustivo. Sabia que esta semana eu não estaria bem… fome, cansaço. No lunch, no funny, no rest! Eu quis assim.
O que foi? Muito inglês? Muita coisa sem sentido?
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mai
5
2003
Longo final de semana trabalhando, mas tá valendo a pena. Este findi me garantiu um brinquedinho novo, um belo 33.20. Bem, fiquei ausente um bom tempo, muita gente visitou o blog, pouca gente comentou.
Ah, dia 3 foi aniversário da minha mãezinha… ela tá muito contente nestes dias, e da Elen que passou por maus bocados e está demonstrando força maior do que eu imaginava.
Pensando bastante no projeto do Manual da Caçada, numa nova versão para os Cavaleiros do Reino do Horizonte, e agora muito empolgado com as novas perspectivas.
Para a menina de sobretudo: - Putz, tá frio aqui fora…
[ainda sem resposta]
PS: o céu é bem difícil de alcançar
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mai
1
2003
Tudo tão branco, um imenso vazio alvo e pálido. Como uma folha de desenho. Mas não há desenho algum, sequer um único traço.
Passos delicados me chamam atenção. Sapatos de vinil, pretos. Eu vejo, eu posso vê-los. Resplandecem com o sol do fim de tarde. Ela está linda… como sempre esteve. Linda num vestido preto, um tubinho simples, com palavras fúteis em letras garrafais brancas no peito. Alguns fios teimosos do cabelo avançam sobre a face, desferindo uma curva que finda-se em seus lábios rubros. Tão delicados, finos e belos. Não carnudos e envolventes, seus lábios são finos e sorrateiros, seu beijos sempre foram furtivos.
Eu aguardava a visita dela. Tanto tempo desde a última visita ao hospital. Seus olhos estão vermelhos, cansados… ela esteve chorando, chorando por mim. Tenho pena dela, vontade de abraçar e confortá-la, mas nem posso levantar-me, ou tocá-la. Ela chora por mim.
Em suas mãos um delicado ramalhete de rosas, rosas brancas… brancas…
Não esperava brancas. Porque brancas? Elas são tão frias e silenciosas, alvas e pálidas. Branco como tudo aqui. Trazem conforto e afeto, mas não me trazem meu desejo…
Não são rosas vermelhas… queria que fossem vermelhas, vermelhas como o sangue, como o desejo e a fúria, a luxúria, vermelhas como seus lábios. Deveriam ser vermelhas.
Deveria ter postado há algum tempo já. Mas não estava preparado, não havia sido reforjado ainda. Agora sim, depois de tudo o que se foi eu posso postar outra de minhas breves poesias góticas, devidamente alterada depois de alguns comentários muito valiosos da Elen Eressea. Estas alterações deixaram mais claro o sentido da poesia.
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