jul
17
2003
Lembram da Prosa de Outono? Eu vi uma árvore como aquela hoje, na verdade o que restou dela: algumas raízes cinzentas. O surpreendente é que uma nova árvore está brotando majestosa exatamente do centro das raízes.
A Kione-chan está descobrindo o pior da vida, e não há nada que se possa fazer.
A sra Brigadeiro me questionou o porquê da Will não cumprimentar ela. Falando sério, eu nem sei. Ela cumprimentou a Will?
Estou cada dia mais distante da faculdade. Isto é o que está me deixando mais desanimado. Estou pensando na desistência,… ao menos para não alimentar vãs esperanças.
O Marcolin estava falando que dificilmente vai ser formar junto com a turma dele, coisa que eu nem mais espero, afinal a minha turma se forma no final deste ano. Meu irmão se formou, e com louvor, como tinha de ser.
Eu ao contrário, cada vez mais trabalho e menos grana. Como eu conseguia antes?
A eutanásia de um sonho.
Constatações dos últimos dias:
1. É difícil não ser gótico quando se acorda morto.
2. Amar dói.
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jul
16
2003
Naquele dia acordei morto. Não sei explicar como nem porque, mas acordei. Morto.
O teto era branco e sem manchas onde acordei. Da última vez que fechara os olhos via somente as torres imensas contra o céu sem estrelas. Mas agora, só branco.
Ergi-me com força e ouvi a cama ranger contra o piso de cerâmica. A sala era toda branca. E não havia nada além da cama, se era realmente uma sala.
Meu corpo inteiro formigando. Mas eu estava morto, podia me lembrar muito bem disto. Era a única coisa de que tinha certeza.
Minha língua tocou o céu da boca, áspera. Não havia saliva e mal pude sentir o gosto de minha própria carne, na verdade não podia.
Pus a mão frente aos olhos, e ela estava ali, não transparente ou translúcida, estava ali, concreta e real. Podia sentí-la tocando minha outra mão. Mas ao contrário, o que havia sumido era a cicatriz em meu dedo. Não estava mais ali. Ele estava liso como quando eu nasci.
Será que estava no céu? Devo ter morrido e ido parar na sala de espera do céu. Algo estalou na minha mente, como um trovão. Tonteei e pude ouvir a voz dentro da minha cabeça: você morreu. Meu espírito despertava.
E meu corpo ainda formigava quando ouvi a porta. Alguém abria a porta
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jul
15
2003
“ele foi amado em vida, permita-nos esquecê-lo na morte”
(Não, não é minha)
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jul
15
2003
Preciso cobrar mais… amizade custa caro. E confiança não se reconquista.
Saudades da galera.
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jul
14
2003
A despeito da música postada no topo eu não estou apaixonado. Eu não deixaria isto acontecer agora.
Relembrando os tempos de sr. Caramelo. Eu e o sr. Melado fazendo download de uma dúzia de músicas melosas para o sr. e sra. Asukar! Éramos os mais.
éramos.
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jul
13
2003
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jul
10
2003
Ontem eu vi um poeta no ponto de ônibus. Um poeta, vejam só.
Tinha lá seus vinte e poucos anos, de calça rasgada e all star. Não parecia um poeta, de maneira alguma.
Longos cabelos castanhos e camiseta de banda de rock. Era um revoltado, destes jovens inconformados que encontramos por aí quebrando vidraças. Um poeta?
Parecia mais um poeta aos seus doze ou treze anos, de cabelo bem cortado, de maneiras respeitadoras e cheio dos “por favores” e “obrigados”. Não era um poeta.
Naquela época não usava óculos. Estes não trouxeram uma aparência inteectual, pois vieram junto com uma grande mudança de atitude. Com certeza não era um poeta.
Mas estava lá, apoiado no ponto de ônibus, onde ventava muito, tentando aquecer-se junto ao seu livro de contos. Onde estava o poeta?
Mas quando ergueu os olhos, pude vislumbrar dentro deles o brilho da fantasia, a faísca da imaginação luzindo. E seus sentimentos eram como uma fogueira que queimava alta e forte. Um poeta, eu vi um poeta.
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jul
10
2003
Minha irmã volta para casa logo. Parece que as coisas não deram muito certo por aqui e a moça que estava morando com ela voltou para a terra natal. Saldo final: + uma cama de casal e + uma bicicleta e – um conjunto de facas profissionais. Ao meu entender ela saiu perdendo, e bastante.
Meu irmão tirou o gesso. Ganhou uma cicatriz de batalha muito massa. O mais engraçado é que ele vai ter que reabri-la para extrair os componentes adicionais. O difícil vai ser desinstalar o driver.
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jul
9
2003
People among people,
Love among love,
Sin among sin.
Não consigo entender o que está me aflingindo, mas estou tentando deixar isto um pouco de lado. Me focando em outras coisas, outros projetos.
Tentei escrever outro capítulo para os Cavaleiros, mas não deu muito certo. A Karol me ligou e ficamos algum tempo no telefone. Tenho que escrever para a Dani também. Estou dormindo demais.
A formatura do Toni foi O evento. Aproveitei bastante, mas não ao máximo. A maior parte da galera estava numa estica só. Destaque para o casalzinho élfico de azul, o Sr. Melado de preto e a sra. Melado de vermelho, o Dai e o Ferio de camisas extremamente coloridas e o Tuta e sra. que arrancaram elogios em demasia nos bastidores. Faltaram fotos. Eu? Cinzento, claro.
Encontrei com a Jóia e a Sabrina no almoço. Ela é muito legal e eu mal conhecia. Ficou me questionando sobre “tirar o trabalho dela”, coisas e talz. E na verdade ela está bastante certa.
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jul
8
2003
estou caindo,
murchando como uma planta mal regada…
sem motivo, sem razão,
sem porque ou talvez.
caindo,
como sempre
e não há palavras em alemão que possam me animar
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