set
30
2003
- Anderson me liga ontem no meio da tarde: chegou tua encomenda. DragonQuest. Bons velhos tempos.
- Jackson com namorada longe, longe… todos já sabem o que eu acho.
- Terminei os canais, mas tem outras coisas a consertar nas presas.
- Ah, sim… Glenn aceitou o presente.Isto quer dizer,
Bem, isto significa que dentro em breve eu serei sócio do grupow, a empresa onde trabalho (ou trabalhava, em certos sentidos).
Queria aproveitar e agradecer a todos os vanires que me auxiliaram na minha decisão, aqueles que me disseram que eu deveria ou não deveria, aqueles que não deixaram claras suas opiniões, mas me estenderam uma luz e mesmo aquela que tenho que confiar cegamente… coisa que nem precisava me pedir.
Obrigado mesmo.
Novos caminhos, novas trilhas, novas batalhas… Estarei pronto?
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set
29
2003
Obrigado a vocês todos que me fazem parecer vivo. As vezes é tão bom o esforço em tentar achar um caminho para os outros que eu esqueço que eu estou cada vez mais perdido.
Está cada vez mais fácil demonstrar que sou um cara bem resolvido, com um controle absurdo da situação; e não uma alma torturada gritando e implorando por auxílio.
..?
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set
26
2003
O dia amanheceu satisfatoriamente cinzento
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set
25
2003
O sentinela galgou os degraus que conduziam ao patamar mais alto da vila erguida sobre as árvores. Por onde caminhava, uma vasta quantidade de cordas finas entrelaçadas sustentava as plataformas e pontes, com seus vastos pilares esculpidos na madeira ainda viva, com pequenos detalhes semelhantes a folhas e minúsculos animais que pareciam rastejar por todos os lados.
Ele caminhou decidido até o centro da plataforma, onde um elfo ruivo erguia com força um arco, demonstrando aos jovens a maneira correta de manejar a arma. Em seus cabelos havia uma pequena tiara de folhas douradas e ele usava também os braceletes da regência, feitos em couro. Nenhum dos adornos era realmente necessário, visto que todos conheciam a face de Glórien, mas por respeito à tradição ele ainda usava-os, e parecia bastante incomodado com isto.
- Milorde.
- Sim, Sigélof – respondeu Glórien, voltando-se para o sentinela – o que houve?
- Há um senhor no portão querendo falar-lhe.
- Quem?
- É um forasteiro, milorde; um humano. Ele disse que conhecia-o e pediu para anunciar-se como Aurin.
- Aurin…
As palavras de Glórin se perderam em suas lembranças, mal podia ocultar a surpresa ou a alegria enquanto caminhava ao portão, apressado. Não esperararia até que Aurin fosse até ele, de maneira alguma. Mas logo a surpesa se transformou em espanto. Diante do portão, curvado sobre sua bengala adornada, o velho homem mal conseguia caminhar.
Ergueu os olhos para o alto procurando pela fisionomia do amigo, e sob o capuz pode-se ver sua face enrugada, as sombrancelas grossas e a barba alva e comprida. Ela tinha pelo menos a metade do tamanho na última vez que Glórien o havia visto. Em seu olhar já se perdera o brilho de vivacidade e curiosidade que ostentava com tanto orgulho, agora substituído por um cinza opaco, daqueles que demonstra um profundo conhecimento, e uma exaustão proporcional. Glórien fitou o amigo por um breve momento e teve pena. Não havia calculado o quanto o tempo corria depressa para os humanos.
- Olá meu amigo – disse com esforço o ancião – faz muito tempo não?
- Muito, muito tempo Aurin. Dias que não mais voltarão.
- Mas as velhas batalhas retornaram, meu amigo, retornaram. Trago notícias de seu interesse.
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set
23
2003
- E então… de que tribo você é? Daqueles que falam de sangue jorrando, daqueles que colecionam ossos amarelados ou daqueles que se isolam em quartos escuros?
- Eu sou das cinzas…
Link: Ser ou não ser de ninguém?
Recado: estrela que brilha solitária no céu, não se apague, porque dentro em breve a sela estará pronta e eu voltarei a cavalgar.
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set
22
2003
Ela me faz querer viver,
me toma pela mão,
me puxa para cima
e repete as frases que eu digo.
Cada dia em que ela aparece
se abre, ilumina
e eu fico sonhando com raios solares
e o vento roçando as asas.
Ela me faz querer viver
e eu continuo resistindo e negando
e me voltando para meu pequeno refúgio sombrio.
Ela me faz querer viver
e me tortura com todas essas esperanças de uma felicidade
que não existe
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set
21
2003
E então houve silêncio… silêncio que favorece a reflexão… silêncio em honra dos que partem.
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set
16
2003
uma história de Glenn d’Leene
Glenn era um jovem rapaz que trabalhava numa estrebaria. Ele lavava os cavalos, escovava-os, limpava as ferraduras, trançava as crinas, alimentava e cuidava dos restos indesejáveis. Sempre havia trabalhado com afinco e dedicação. Certo dia, durante a tarde, o dono da estrebaria chamou-o para uma conversa.
- Você sempre foi um funcionário digno Glenn, e todos gostam de você. Eu gostaria de recompensá-lo por isto.
E lhe ofereceu um potro de coloração cinzenta, um pequeno cavalinho de pernas finas e altas e olhar curioso.
Mas Glenn recuou por um momento, pois havia naquele animal mais do que Glenn gostaria, talvez mais do que pudesse lidar. Sabia que se o alimentasse e cuidasse, como havia feito com todos os outros, ele cresceria e provavelmente se tornaria um belo alazão de porte altivo e de trote ligeiro.
Mas aquele presente era tal qual uma prisão, pois teria que ser responsável por ele, se adoecesse ou se fizesse alguma travessura. Teria que criá-lo como se cria um filho.
E Glenn teria de permanecer a seu lado para isto, e não poderia aventurar-se nas montanhas e curzar os mares, como gostaria. Cavalgaria os campos como o vento, mas seria limitado a eles. E havia um mundo inteiro de horizontes desconhecidos que ele almejava.
Então, o jovem cavalariço teve que fazer sua escolha…
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set
15
2003
Everythin’ so strange… everything’ so gray…
I’m just a shadow again,
crawling in the ground,
running of the lights who created me.
Não sei o que houve, nem quando aconteceu… mas hoje de manhã havia novamente somente Lacrimosa e Lacuna Coil na minha playlist.
Estou me sentindo vazio, sabe. Não vejo vontade em voltar a escrever, desenhar, festar… viver! Sei que é só temporário, e que tem de acontecer de vez em quando.
Greywaste me lembrando que ainda pertenço a ele.
Me sinto caminhando sozinho para dentro da vastidão cinzenta, para os desertos de pedras enevoados… cansado e carregado… a armadura e a espada pesam. Poderia tirá-las, deixá-las para trás mas… porque? Não há sentido. Tudo o que restou foi o caminhar, o eterno caminhar.
Talvez haja um horizonte por entre as névoas.
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set
12
2003
Hoje tem festa a fantasia. Consegui o sobretudo emprestado com o Carl ontem (conversamos por quase hora), e vou vestir as penas negras e a máscara de base branca novamente.
Estou bastante ocupado e negligente com as minhas coisas: estrelinha, os Cavaleiros do Reino do Horizonte (que parece ninguém mais lê), O.C.Q.N.P.A.M.Q.Q.PA, desafio, background para a campanha de terça-feira, campanha de Falkenstein…. muitas coisas iniciadas que eu preciso concluir. E tantas outras idéias na cabeça.
Preciso parar, pensar, procurar, priorizar… perder-me em teus braços talvez.
Preciso viver, mas eu sou muito desajeitado (e medroso também).
só um grande pássaro desajeitado.
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