set 10 2003

Veio a chuva

Veio a chuva

e ela veio…
arrancando as barreiras,
destronando o ócio
arremessando longe
meus sentimentos

eu tentei fugir, tentei correr…
mas onde ia ela me alcançava,
caía sobre mim
como pequenas farpas gélidas
que me arrancavam a força
o calor e a vida

pânico e desonforto,
os óculos embaçados,
o cabelo sobre os olhos,
os passos trôpegos,
o chão… molhado

então, em meio a chuva
uma pequena e delicada mão
me toma e me puxa de volta
traz de volta o calor,
o toque da vida
e me tira da chuva

quero ver seu rosto,
garota das mãos macias

Depois disso vou ter que me redimir com as minhas senhoras… a chuva, a lua, a dama do vento e a rainha do frio.

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set 8 2003

O final de semana foi de matar…

No sábado, acordei cedo, marquei dentista, comprei um tênis e um sapato novos (acabei aposentando o All Star velho de guerra) e ainda consegui aparecer na casa do meu irmão antes do almoço. Brinquei um monte com a Júlia.
Vieram os compromissos costumeiros de sábado, dos quais eu parti mais cedo para casa. Banho, terno e live action em Balneário, com a Ciss e o Toni. Encontrei uma galerosa, ensaiei uns plots e umas intrigas, mas não chamei muita atenção. Ainda voltamos ao Open, mas eu não estava muito para a gandaia no dia. Voltamos cedo e eu dormi confortavelmente até as 8 da manhã. A partir daí cada sono durava não mais de 15 ou 20 minutos.
Almocei com eles ainda, e voltando para casa fui assistir a Sinais. Levantei com uma dor de cabeça debilitante. Remédio e cama. Acordei novamente no final da tarde, com a galera do Plentie batendo lá em casa. Conectei um pouco, terminei meus downloads e fui assaltado por uma dor de dente.
Hoje levantei novo em folha…

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set 5 2003

Decisão

Uma terrível ansiedade invade minha alma,
traz a minha mente uma culpa que pouco posso suportar,
Serei o arauto da tua maldição?

Meu coração jaz imóvel, morto
e minha alma negra desfaz-se em cinzas
ainda assim meu amor é o pouco que resiste.

Ouço teus passos decididos, rápidos em minha procura
e me amaldiçoo por te amar tanto
sabendo que terei-te pela eternidade,
uma lembrança não-viva do meu crime.

Deixo cair ao chão a rosa que colhi,
bela e rubra como o teu sangue
que logo escorrerá e do qual
eu me deliciarei tal qual um vinho profano.

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set 5 2003

Resumo da Semana:

Eu tenho trabalhado preocupado com a semana que ainda vai vir. Tenho muito trabalho que só vai ser resolvido na semana que vem.
Ainda jogando RPG com a galera nova, e possivelmente nesta semana ainda vou ter uma sessão de Lobisomen e Vampiro. Acabou minha vida boêmia pelo jeito.
O Ferio me deu o cano e o Dai está bastante isolado, mas a Karol resolveu aparecer. Estava realmente precisando conversar e eu adorei isto. recebi e-mail da minha estrela noturna.
Planos? Otakuseikatsu para este final de semana… os Cavaleiros também. Quem sabe alguma coisa de Conto de Natal (já) e o Walhalla!

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set 2 2003

Tempo de Mártires

O vento soprava entre as árvores retorcidas de Thornwoods, erguendos as folhas secas que o outono deixara. As árvores pareciam chorar ante os golpes da ar, estalando e contorcendo seus galhos. Tudo ao alcance da vista era pardo e amarelado, a não ser pelas duas figuras montadas no centro de uma clareira.
De um lado, a silhueta imponente e estática de um cavaleiro real. Ele e seu holsteiner estão quase totalmente cobertos por placas de metal escuro, e portam as cores da guarda real em suas vestes e escudo. Os olhos verdes brilham inquisitores entre as fendas do elmo de Mikal.
No extremo oposto, Honus, bem mais humilde, tenta controlar sua montaria, tão impaciente quanto ele próprio. Traja uma capa de couro curtido e tem os cabelos negros sobre os olhos.
Ambos possuem suas espadas desmbainhadas brilhando, entre pequenos pontos de luz solar que foge a cobertura espessa das folhas dos carvalhos e olmos que os rodeiam. Eles hesitam por um momento, inertes.
E então disparam rapidamente, os cascos batendo com força contra o solo, erguendo nuvens de poeira que brincam no ar, tomando as mais variadas formas. As montarias se cruzam num breve momento, e o choque das espadas provoca um som metálico alto e grave.
Mikal avança alguns metros ainda, com o estômago latejando. Honus obviamente havia tentado golpeá-lo entre as placas da armadura e falhou, mas o golpe foi preciso o suficiente para chocar as placas contra as outras, e contra seu ventre. Sua espada, ao contrário, está coberta pelo sangue do oponente.

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set 2 2003

Avisos e coisas afins:

1. Nenhum dos blogs ao lado teve alterações desde ontem. Nenhum! Isto é estranho.
2. Brevemente teremos um novo blog afiliado, o Otakuseikatsu…
3. Ei Lobo, que bom que você voltou a postar. Olha para cima!
4. E quanto a elfa, e a hobbit que visitam este blog regularmente… é muito bom saber que vocês gostaram do que escrevi, mas vocês podia dizer isto para mim, não? Eu nem sabia que vocês passavam por aqui.

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