out 30 2003

E ninguém adivinhou a música

Amor: palavra de quatro letras, duas vogais e dois idiotas.
Ás vezes nem isto!

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out 29 2003

Vamos brincar de qual é a música

Where once was light
Now darkness falls
Where once was love
Love is no more
Don’t say goodbye
Don’t say I didn’t try

These tears we cry
Are falling rain
For all the lies you told us
The hurt, the blame!
And we will weep to be so alone
We are lost
We can never go home

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out 28 2003

Pena

A tormenta avança,
destruindo…
por sobre os campos
incinerando…
corre a nosso encontro
dilacerando…
um turbilhão de corpos
esmagando…
movidos pela fúria
triturando…
e pelo ódio
que aniquila.

Firmamos nossos passos
e desembainhamos,
todos juntos
nossas lâminas
gastas ou novas.
Cada qual se prepara
da sua maneira,
com suas armas,
a coragem
ou a temeridade.

Mas há um,
dos mais valorosos,
que ergue vastas correntes
presas em ganchos
e pesos,
mais pesos do que pode suportar
e se volta para nós:
Não posso enfrentá-los,
atado em meus próprios grilhões.

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out 28 2003

Esperança

Ela me acena com seu braço nu,
despido do vestido
que escorre perfeitamente sobre suas curvas,
delicadas, suaves.
Seus movimentos são leves como a brisa,
flutuam tal seus cabelos
acariciados pelo vento.
Longos fios castanhos
que emolduram a face alva
coberta de pequenas sardas rosadas.
Linda.
Olhos radiantemente verdes
que me convidam, me instigam.
E eu cedo.
Caminho para os seus braços,
louco por sentir o contato de sua pele macia,
o calor de seus lábios entre os meus
a doçura dos seus braços.
Mas percebo somente o frio do aço
perfurando o peito, entre as costelas,
rasgando, dilacerando.
Um gosto amargo invade minha boca
e sou sufocado pelo meu próprio sangue.
Ela exibe o mesmo sorriso ingênuo,
e me apresenta a ilusão,
sua espada mais mortal.

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out 27 2003

Porque me apaixonei pela morte…

Algumas pessoas já me fizeram a pergunta, nunca desta maneira claro.
Faz algum tempo… eu estava cansado de me apaixonar e não ser correspondido e fiquei triste em não poder corresponder a algumas garotas muito legais também.
Então ela passou por mim e piscou o olho. Voltarei prá você!
Eu espero, e quando encontrá-la… não, não vou ter um acesso de lúxuria, despí-la do seus trajes e tomar seu corpo só para mim. Tudo o que quero é me render em seus braços, me aninhar no seu colo e me entregar ao conforto e ao carinho que só ela pode me dar.
Eu estou apaixonado por ela, por querer amar alguém que possa me corresponder.

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out 24 2003

Ontem…

Eu ainda estou meio atordoado. Meus amigos baixaram em peso lá em casa para comemorar meu aniversário. Sabe aquele tipo de festinha de criança, com bolo e balõezinhos que eu nunca tive? Eles fizeram isto.
Estou com um sorriso bobo desde ontem. Fui dormir ás 3:30 da madrugada por causa da arruaça.
Bem, sempre foi uma grande esperança ver meus amigos juntos e, realizar isto, no meu aniversário, sem brigas ou picuinhas, foi tarefa de gênio. Faltaram umas poucas pessoas na festa, pessoas que moram muito longe, mas que eu relembrei também. Queria aproveitar e agradecer aos meus vanires, que tornaram isto possível. Gostariam que soubessem que é a alegria de vocês que me torna alegre também… mas me paparicar um pouquinho também ajuda (heheh).
Como eu disse ao assoprar as velas: Eu não preciso desejar nada!

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out 23 2003

Ode a Melancolia

O caminho para casa
já me parece tão longo.
Conto os minutos ansioso
por ver-te novamente.
E, nem bem avisto
corro a teu encontro,
mal sinto o cansaço ou a dor
somente o anseio do teu abraço
e o desejo de teus lábios.
Tomo tuas mãos entre as minhas
e arrasto-te a mim,
te ergo e envolvo num longo abraço.
E domino teus lábios frios,
que não respondem a minha saudação,
ao contrário,
permanecem-se imóveis, rijos.
Sem compreender
procuro a resposta em teus olhos,
e descubro que o brilho que possuíam,
o fogo da vida,
já se apagara há muito,
e restaram cinzas, somente cinzas
em teu olhar.
Ergue a mão e toca teus lábios,
em indiferente surpresa.
Volta teus olhos para mim
sem emitir uma única palavra.
E eu me rendo, melancolia,
a teu orgulho frio e rígido
e consagro minhas noites
sentado a teu lado,
admirando perdidamente
um céu sem estrelas.

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out 22 2003

Aniversário

Não estou triste por causa do meu aniversário, diferente dos últimos anos. Não que eu esteja contente, ao contrário, mas minha angústia não têm relação com a aproximação do mesmo.
Estou me esforçando e não tem sido fácil para mim, estava combatendo a gripe com empenho mas… parece que nada vale realmente a pena. E agora a enfermidade já se vai, e não posso tê-la novamente.
Devo escrever sobre a saudade também. Estimulado pelo Ferio e pela Mica. Farpas em meu peito. Vou escrevendo aos poucos, sem a necessidade de postar. Queria gritar, esbravejar aos céus, mas minha voz se prende.
Estava pensando em fazer uma viagem no dia 23, visto que nem todos os meus amigos não estarão livres. Não, não estou cobrando, não me importo tanto com a data. Festa por festa a gente faz quase toda semana não é mesmo? Queria caminhar, com a mochila nas costas, para algum lugar. Algum amigo poderia me emprestar algumas pistolas? Sabe como é, os campos são perigosos agora.
Ainda não entendo o porquê de tudo. Quero saber, quero conhecer melhor, para o bem ou para o mal.
Semana difícil esta

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out 19 2003

Cinzas em meu Leito

Durmo pensando em ti,
acordo com o teu olhar.
Sangue na pia do banheiro,
lábios cortados,
dilacerados.
Uma adaga gélida
que me perfura o ventre
e desliza até o peito.
Olhos úmidos,
mas sequer uma lágrima é derramada.
Não posso.
O único gotejar é do sangue
que escorre
lentamente
pintando o chão de vermelho.
Você a minha frente.
Estendo a mão,
mas não consigo tocar-te,
tua imagem desvanece,
tal qual um fantasma,
uma ilusão,
que me atormenta os sentidos.
Há dor em minh’alma
e cinzas em meu leito.

PS: não quero explicar o porquê disto. Eu mesmo ainda não sei exatamente o que aconteceu e, antes que eu possa ter certeza, quero ficar só na minha melancolia.
Maldito computador mal configurado. Toneladas de metal gótico a meu alcance e ele não se dispõe a tocá-los.

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out 16 2003

Crawling

“Don’t be afraid”, ele diz
ressalta o “r” como se fosse um trinado
um eco que avança pelos meus pensamentos
rompendo, violando as travas

“I’ll never hurt ya!”
Busco por sua voz na escuridão
mas parece vir de todo lugar
a minha volta… dentro de mim

O assoalho estala com o peso
ele se move, se esgueira
malicioso, furtivo e audaz
invisível aos meus olhos

Agarrados a mim eles gritam
todos eles, meus pequeninos sentimentos
tomados pelo medo, em pânico ou paralizados
e eu fraquejo

“Have you ever been alone at night?”
Ele se aproxima a passos leves
Com a certeza de que será vitorioso
sobre a minha vontade

“Have you run your fingers down the wall?”
O ar se torna gélido
os músculos se contraem, as pupilas dilatam
não pode haver fuga ou conforto

“Have you felt your neck skin crawl?”
Choro, lágrimas e tremores,
Suspiros e uma sensação estranha subindo a espinha
abraço a todos os pequenos com força

Mas quem poderia proteger a todos?
O menorzinho se esquiva, se desgarra e foge
ouço seus gritos desesperados
até que um baque surdo silencia sua voz

Não posso mais me conter, aguardar
o maldito medo que me oprime e encurrala
maldito vorme invisível que se move nas trevas
da minh’alma

PS: isto não tem muito a ver com meus últimos dias. Precisava postar esta há algum tempo já, afinal… uma semana para o dia fatídico. Medo? Não desta vez.

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