Teus Olhos…
teus olhos…
pequenas contas de sedução
que me atraem,
tal qual o canto das hárpias
para as profundeza
do labirinto dos teus lábios
teus olhos…
pequenas contas de sedução
que me atraem,
tal qual o canto das hárpias
para as profundeza
do labirinto dos teus lábios
She’s all I ever dreamed, but now my skies are turning gray…
Essa veio da música San Sebastian, do Sonata Arctica, uma banda de power metal melódico vinda da Finlândia. Eu tinha o primeiro album e parte do segundo, e agora estou conseguindo músicas dos albuns mais recentes, e apesar da mudança do estilo, são tão boas quanto as anteriores.
Eu gostaria de ressaltar algumas músicas que me despertaram interesse (para quem tem um gosto parecido ao meu): My Land, Kingdom for a Heart, Fullmoon, Replica, UnOpened, Tallulah e Sing in Silence.
Fica a recomendação.
I remember little things, you hardly ever do
Tell me why.
I don’t know why it’s over
I remember shooting stars, the walk we took that night
I hope your wish came true, mine betrayed me
- Tallulah
“Tive sorte com amigos. Artur foi um, mas de todos os meus amigos nunca houve outro como Galahad. Havia ocasiões em que nos entendíamos sem falar, e outras em que as palavras rolavam durante horas.
Compartilhávamos tudo, menos mulheres. Não posso contar o número de vezes em que estivemos ombro a ombro na parede de escudos ou o número de vezes em que dividimos o último bocado de comida. Homens achavam que éramos irmãos, e nos víamos do mesmo modo.
- Bernard Cornwell, o Rei do Inverno
Esta é dedicada a Sandra que sempre reparou nos meus…
um, dois, três pontos
que se estendem,
esticam, espicham…
três pequenos pontos
que não marcam um fim
mas despertam novos começos…
sempre me intrigaram os finais felizes,
não pelos felizes, mas
afinal onde acabam-se as histórias?
as histórias não deveriam ter finais,
felizes ou infelizes,
porque a vida segue, flui
além dos pontos…
mas então finca-se um muro,
pequeno e redondo:
e eles viveram felizes para sempre.
onde deveria haver uma porta…
por isso as reticências
se fazem presentes, marcantes,
assinalando o fim de um conto
e o início de um sonho…
“”sim, foi aqui nesse bosque, havia esse carvalho com o qual eu estava inteiramente de acordo. Mas onde está ele?”, perguntava-se o príncipe Andriei olhando para o lado esquerdo e sem saber, sem reconhecê-lo, admirava o carvalho que tanto procurava. O velho carvalho, inteiramente transfigurado, erguia-se como uma abóboda de verdura escura e luxuriante, quase imóvel, perdendo-se entre os raios de sol poente. Nem mais dedos retorcidos, nem cicatrizes, nem a antiga desconfiança e amargor, nada se percebia nele. Através da velha casca centenária brotavam folhinhas, diretamente sem galhos, tão verdes e brilhantes que era difícil acreditar que tivessem nascido dessa velha árvore. “Mas é o mesmo carvalho”, reconheceu o príncipe Andriei, sentindo-se invadido por um sentimento inexplicável de alegria e rejuvenescimento primaveril. Lembrou-se, repentinamente, dos momentos mais importantes de sua vida: Austerlitz, com um céu alto, o rosto de sua mulher, cheio de reprovação, Pierre sobre a balsa e a garotinha comovida com o esplendor da noite, a própria noite, tudo passou, num relance, por seu espírito.
“Não, a vida não está terminada aos trinta e um anos”, decidiu repentina e definitivamente. “Não basta que apenas eu saiba o que se passa dentro de mim, é preciso que todos saibam. Pierre, como também essa garota que queria voar ao céu. É preciso que todos me conheçam, que eu não viva só para mim, que eles não vivam tão independentes de mim, que minha vida se reflita na deles, que vivam comigo!”"
- Liev Nikolaievitch Tolstoi, em Guerra e Paz
Ficou um pouco grande, mas vale a pena a leitura…
“Na beira da estrada erguia-se um carvalho. Devia ser dez vezes mais velho que as bétulas, era dez vezes mais grosso e dez vezes mais alto. Era um carvalho enorme, com galhos que deviam ter quebrado há muito tempo e com a casca coberta de cicatrizes. Com seus braços e dedos enormes, tortos e feios, ele se erguia entre as bétulas, como um velho monstro mau e desdenhoso. Só ele não se entregava aos encantos da estação, recusando-se a ver a primavera e o sol.
“Primavera, amor e felicidade! Como é que vocês ainda não estão fartos desta estúpida e absurda mentira”, parecia dizer o carvalho. “É sempre o mesmo, tudo é falsidade! Não há primavera, nem sol, nem felicidade. Olhem para estes pinheiros sufocados e mortos, sempre iguais, olhem para mim, que ergo meus dedos quebrados e tortos, que brotam nas minhas costas, nos meus flancos. Como eles eu também permaneço no mesmo lugar; não creio nas esperanças nem nas mentiras de vocês”.
…
“Sim, tem razão, mil vezes razão este carvalho”, pensava o príncipe Andriei. “Que os outros, os jovens se deixeim prender nessas mentiras, mas nós dois conhecemos a vida – e nossa vida está acabada!” Por causa desse carvalho, o príncipe Andriei foi invadido por uma série de pensamentos tristes, mas agradavelmente melancólicos. Durante o resto da viagem tornou a fazer o exame de sua vida e, mais uma vez, chegou à antiga conclusão tranqüila e desencantada de que não deveria tentar mais nada. Só o que lhe restava era a vida, evitando o mal, sem atormentar ninguém e nada desejar.
- Liev Nikolaievitch Tolstoi, em Guerra e Paz
I am lost in the black chamber
There’s no way to turn back
It takes me down forevermore
And death would be so sweet
I’m possessed by the old creature
Who has planned all
To take my soul
Too late for me
In my hands
It lies I though
But I failed
Now he’s in me
My soul is lost
In his black chamber
I’m gone
Adoro este trechinho. Esta é a música completa, imaginem. Mas são só meia dúzia de acordes no meio do Somewhere Far Beyond.
Tanta coisa ocorreu nos últimos dias… estou meio que perdido entre a cruz e a espada. E sabe Deus o quanto eu quero lutar. Bem, já tomei minhas decisões, mas existem alguns assuntos inacabados ainda.
E,… quero que as coisas aconteçam como tiverem que acontecer, sem pressa, sem obrigação.
Desculpa pessoal, mas desta vez não temos garota com estrelinhas nos bolsos ou nada do gênero. Tentei descrever da melhor maneira que pude o frio que me assola… mas acho que não consegui obter muito resultado. Queria poder me expressar melhor, tal qual um tesouro que encontrei.
Teus passos acompanham os meus,
disfarçam-se entre milhares de outros
da cidade que se move.
Caminha ao meu lado,
silenciosa como a brisa
que te acaria os cabelos.
Meus olhos não conseguem afastar-se
porque tua beleza ainda me atrai,
me intriga.
E meu desejo,
perdido em teus lábios,
navega entre lembranças
de fatos que jamais ocorreram.
Percebo teus olhos buscando os meus
e teus lábios movendo-se com suavidade
enquanto te atiras em meus braços.
Mas eu não ouço tuas palavras,
nem sinto teu toque,
quando teu corpo atravessa o meu.
Caio, sentado na calçada,
ferido por um frio intenso
que me devora o peito,
dilacerando minh’alma.
Em meio a turba eu me quedo,
envolto pelas pessoas que caminham,
sozinho em meio a uma dor que é só minha.
E vejo teus olhos, Solidão,
ainda mais inquisidores,
aúgurio cruel do meu desejo
que nunca será aplacado.
In a Fullmoon Procession
Há algum tempo (um ano e meio pelo menos), um amigo indicou-me uma banda de metal clássico. Metal Clássico? É… tipo, os caras tocam com instrumentos de uma orquestra, na verdade eles são quase uma orquestra, afinal são 18 integrantes.
O som é um misto de death e doom metal, sem o som estridente das guitarras. Para aqueles que quiserem conferir pouco mais da banda: http://www.haggard.de.
Não sei bem como descrever o momento, a situação que estou passando. Não há dor, mas a melancolia permanece. Não é culpa dela, mas a felicidade não consegue me atingir de todo. Não consegue.
Perdido em meus próprios caminhos, em um reino de névoas que eu criei.
Quero escrever, mas não há muita inspração. Talvez depois de hoje.
Sinto um frio confortável, uma dor suave que preenche minh’alma. Saudades… saudades de algo que jamais possui.
Minhas asas.