Bolso Cheio de Estrelas

Dedicado a pessoas muito especiais: a garota-estrela que ilumina minhas noites mais sombrias e o garoto que vive lá… depois da segunda estrela rumo ao pôr-do-sol.

Helena era uma menininha alegre,
de rostinho sardento e olhos bastante vivos;
tinha pouco mais de seis anos,
e era fascinada pelas estrelas.
Seus dias transcorriam entre mimos e traquinagens,
ora desfilando o vestido e os tamancos novos,
ora desenhando uma infinidade de estrelinhas risonhas
que preenchiam de cima abaixo as paredes de seu quarto.
Mas o momento mais esperado era o jantar,
que Helena terminava apressada e,
sem mesmo esperar a sobremesa corria para fora
e deitava-se na calçada em frente à casa,
tapava com a mãozinha o olho esquerdo,
e estendia seu toque ao céu de azul quase negro,
apanhando quantas estrelas coubessem no bolsos
e soltava-as depois pelo quarto,
para brincar com seus sonhos.


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