dez 10 2003

pela Estrada Escura

… Ouviu meus argumentos apaixonados dizendo que ela não deveria viajar pela Estrada Escura, e os descartou dizendo que, se Merlin estivesse conosco, o que poderia nos acontecer de mal?
- Diwrnach – falei carrancudo.
- Mas você vai com Merlin?
- Vou.
- Então não me impeça. Estarei com você, e você comigo.
E não quis ouvir mais argumentos. Ela não era mulher de homem nenhum. Tinha decidido.
- O Inimigo de Deus, da série As Crônicas de Artur

Caramba, esta série do Cornwell está cada vez melhor. Comecei o segundo livro e em dois dias lendo entre ônibus e horas vagas, avancei 100 páginas. Eu recomendo.
E a lua ontem… alguém viu? Linda como ela só. Me bateu uma vontade de uivar para ela… agradecendo é claro, agora que minhas serenatas não são mais para ela!

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dez 8 2003

Eu Escolhi Viver…

Havia uma tonalidade cinzenta nas nuvens acima,
e um vento frio cortava o vale vindo do oeste.
Mas no ar permanecia o cheiro da morte,
o odor do sangue do massacre que viria.

Eu ocupava a terceira linha de lanceiros,
com um grande vanir a meu lado direito
que me cedia a proteção de seu escudo.
O que mais poderia esperar de um campo de batalha?

Então ela se aproximou em silêncio,
com passos mais suaves que a geada que caía
e com a cumplicidade de uma amante
e pousou a mão em meu ombro.

Fitei seus belos olhos castanhos,
com uma súplica para que se afastasse,
mas recebi uma resposta afável
de que ela jamais me deixaria.

Pouco acima na colina percebi,
nosso príncipe regente em sua cota de malha,
resplandescente como as estrelas.
Tinha os olhos fixos na minha amada.

Baixei os olhos para o campo,
para a horda que se enfileirava no horizonte,
com suas lanças, espadas e seus cavalos de guerra
e ainda voltei os olhos para mim.

Havia mais cicatrizes na minha pele
do que os anéis de guerreiro que eu havia forjado.
Minha cota estava gasta e infinitamente remendada
e minha lâmina estava lascada próximo ao cabo.

Olhei para mim, para dentro de minh’alma,
mas percebi seus olhos a me observar,
senti o toque suave de seus dedos em meu peito
e seus cabelos roçando a minha pele.

E a chuva veio, com o grito de guerra na frente oposta,
e eu soube que eram meus últimos momentos,
e mesmo que não fossem… queria que estivesse junto a mim
e mesmo sendo de sua escolha, me culpei por condená-la

Mas eu viveria os últimos instantes,
lutando por ela.

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dez 6 2003

The Twins gains a new level…

É isso aí, os gêmeos se formaram hoje no terceirão. Começa uma nova etapa na vida deles agora, trabalho, faculdade (se tudo der certo), responsabilidades.
Não que eles não as tenham, é verdade, estes dois têm me surpreendido um monte. Ás vezes eu acredito mesmo que eles têm mais cabeça do que eu na idade deles.
Bem, queria só estender meus parabéns aos dois, dizer que eu fico orgulhoso (coisa que não consigo dizer ao vivo), do Jackson em deixar finalmente de ser um escudeiro e se tornar um cavaleiro de verdade, e do Anderson, que não é um mero batedor, mas está trilhando com empenho o caminho do bushi.
Finalmente o mundo está considerando vocês como eu sempre considerei, como adultos. Prosperidade nos novos caminhos.

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dez 5 2003

Mas o que está acontecendo?

Bem, várias pessoas andaram me questionando… e reclamando que eu não dou mais as notícias direito, ou que o blog está um tanto asukarado. Vamos explicar:
Tem uma garotinha na minha vida, uma menina linda que me embaralha os pensamentos e me nubla os sentidos, uma moça de belos olhos castanhos e cabelos cacheados (e que sabe beijar muito bem), e ela está fazendo uma grande revolução..
Fora as piadas naturais dos amigos (depois de tanto tempo sem alguém prá gostar a gente fica meio bobo), minha vida está se encaminhando muito bem e, em grande parte devo isto tudo a ela.
Abraços aos amigos queridos, em especial neste post a Flora e a Dani e muitos beijos para a minha doce sváss, Morgana.

PS: Muito bom o Origens (da Marvel) contando a história do Wolvie!

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dez 3 2003

Tempo

Acho que vou dar um tempo aos jogos de RPG. A todos…
Só comentando.

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dez 3 2003

Respondendo aos fotologs amigos

He was loved in life,
Let’s forget him in death.

Criaturas vis e miseráveis que se consideram superiores a todos os outros e guerreiam entre sim numa causa falsa, voltem para suas covas e deixem que aqueles com almas vivam suas vidas.
Ou baixem suas cabeças ao choro dos lamentosos e rendam suas cabeças a magnificência da família.
- Miguel Arcângelo di Reggio Giovanni

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dez 2 2003

Sváss

- Entendo que é possível olhar nos olhos de alguém – ouvi-me dizendo – e de súbito saber que a vida será impossível sem eles. Saber que a voz da pessoa pode fazer seu coração falhar, e que a companhia dessa pessoa é tudo que sua felicidade pode desejar, e que a ausência dela deixará sua alma solitária, desolada e perdida.
Ela ficou quieta durante algum tempo, apenas me olhando com uma expressão ligeiramente perplexa.
- Isto já lhe aconteceu, lorde Derfel? – perguntou enfim.
Hesitei. Sabia quais eram as palavras que minha alma queria dizer, e sabia as palavras que a minha posição deveria me fazer dizer, mas então disse a mim mesmo que um guerreiro não florescia com a timidez, e deixei que a alma governasse minha língua.
- Nunca aconteceu até este momento senhora. – Foi necessário mais coragem para fazer esta declaração do que eu jamais necessitara para romper uma barreira de escudos.
- O Rei do Inverno, Quarta Parte

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dez 1 2003

Sobre o Final de Semana

Não postei durante todo o final de semana… por que? Estive cansado demais. Cansado por ter estado muito ocupado.
Fiz muitas coisas, andei um bocado e, diga-se de passagem. Um dos melhor finais de semana que eu tive em muito tempo.
Abraços a todos os amigos que fizeram parte dele, vanires e sváss em especial.

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dez 1 2003

Usurpador

Usurpador

Poderia,…
um cavaleiro cansado,
um guerreiro desonrado,
de alma desolado
e de índole questionável
possuir tal glória?

Haveria lei que o absolvesse
de cometer tal crime,
de furtar para si
o mais belo dos tesouro
destinado ao mais puro dos campeões?

Quem poderia julgá-lo,
que poderia condená-lo
pela espada manchada em sangue,
pela cota de metal gasto,
das cicatrizes cruéis,
das batalhas que trilhou?

Seria ele merecedor,
por glória própria
do tesouro que para si tomasse?
A que preço?

Quem poderia condená-lo?
Quem poderia julgá-lo,
merecedor ou pecador,
além de si próprio?

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