jan 30 2004

Obsessão.2

Com a participação da srta. …
…as cortinas continuavam a balançar…
E o medo começou a aflorar em conjunto à sua dança
Os olhos firmes e melancólicos dele…
Mesmos olhos…
…As cortinas continuavam a balançar…

Porém algo novo havia neles…
Além do amor que proclamava…
Era a tristeza!…
E em mim… era a culpa:

-Amor.. Você vem me falar de amor?… Tudo que eu fiz.. já não basta? Ainda pensas em amor.. e atreveste a vir aqui… proclamá-lo aos meus pés?.. Não cansas de sofrer?.. Considera-te um tolo não é?.. Pois eu .. eu.. não quero que me vejas mais.. saia.. SAIA Agora!!.. Já paguei pelo que fiz.. Já sofri demais, tanto quanto você..! E ainda vem me perturbar.. Lembrando-me de meu crime! Que tento esquecer a cada dia.. ?? Não tens coração não é?! .. Já aprendi.. já sofri! Já chorei!! Permita-me esquecer.. por favor!!.. VÁ AGORA!!..

A frieza dessas palavras…
O olhar que eu lançava.
Não pude mais ser forte…
Minhas mãos ao lado do corpo
Mantinha-se fechadas.. e meus olhos.. agora molhados!.. .

Não agüentei mais..
Nem mais um segundo olhando aqueles olhos..
Aqueles que a há não muito..
Fiz brotar pérolas braças e amargas de lágrimas..
Então fugi deles..

Deixando-te a me olhar intrigado..
Virei-me finalmente..
Dirigindo-me a meu leito..
Sentei-me de costas para ti..
E supliquei com minhas últimas forças..

-Vá! Por favor te vá!….vá sváss..vá..

Obsessão.3

Algumas palavras doem,
digo sem muito pensar
sentindo meu coração
ser esmagado contra as costelas.

O frio me invade pouco a pouco,
estendendo-se do peito, da ponta dos dedos,
avança lentamente sobre os braços e pernas
de modo que no fim sou todo gélido.

E com os olhos distantes não notam
o sentimento contido e recluso
de uma tristeza que me forço
a chorar sem lágrimas.

Choro por ser, para ti,
somente uma lembrança pérfida
de algo que nos magoou a ambos,
a prova nítida de teu crime.

Eu me açoito noite e dia
por trazer dor a teu coração,
lágrimas aos teus olhos
e provocar-te estes insultos.

Noite e dia eu me julgo
e me condeno sozinho,
por torna-me a teus olhos,
meramente o executor do tua pena.

Mas somos dois obsessivos,
dois assassinos de nossos sentimentos
corações doloridos que eternamente se atraem
e nunca conseguirão afastar-se de todo.

E provocaremos nosso sofrimento,
as lâminas que nos perfuram a alma
arrancando cacos, talhos, lascas,
que nunca cicatrizarão.

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jan 29 2004

Onirismo

Então… ontem eu conheci a menina onírica. E ela me surpreendeu bastante, nunca imaginei-a daquele jeito. E me surpreendeu bem.
Fora a gafe que cometemos passando por eles em frente ao prédio sem nos cumprimentarmos (só nos demos conta que poderiam ser eles uma esquina depois) e na qual eu nem vi a Sandra, até que encontrar com os pais do Fernando a noite foi muito bom.
Bem, prá menina onírica um abraço… por sorte ela não vai ler isto em breve.

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jan 27 2004

Prosa a Duas Penas, experiência I

by Sir Vexo Wingless (como o moribundo) e Milady Makura Heartilly (como a morte)

Todos os dias ela passa por mim, silenciosa, compenetrada, atarefada
com seu sorriso delicado e seu longo vestido negro.
Todos os dias eu a vejo passar e meu fôlego se vai, junto com ela
Senhora – grito um dia enfim – me leva com você?
Jovem tolo, pensas que é tão fácil?
A vida é um longo martírio do qual não podemos escapar dessa maneira
E quando depois de muito tempo, conseguimos sair desta nos encontramos anônimos e ocultos
Mesmo que venhas comigo, não poderás fugir de tua sina presente
Pois o ócio e a vulgaridade serão teus únicos companheiros, imutáveis e presentes
Como falcões, impassíveis aos seus gemidos de dor
Sóbrios a sua ebriedade
Até o fim de seus últimos suspiros. E quando, enfim, estejas vencido e sem forças
Aí então irei ao teu amparo!


Meus olhos se contorceram de dor diante de sua insensibilidade.
Havia ódio, rancor e indignação em sua voz doce
que me feriram tal qual o amargo veneno que me davam todos os dias pela manhã.
Por favor, bela dama – supliquei – tem misericórdia da minha enfermidade,
que tal qual um abutre, faminto por carniça,
me devora as entranhas, corrói meus ossos e me atormenta os pensamentos.
Minha juventude, é somente uma sombra apagada em meu rosto,
marcado pela peste e pela dor.
Tem piedade, guardiã das portas do paraíso
e me liberta deste cárcere de tormentos.


Tens sorte e não percebeis
Dor? Enfermidade?
És senão um fidalgo reclamando de seus bens!
Há mais no tênue cordão da vida do que possas compreender
Cada clamor teu é para mim um sussurro
Um murmúrio vão comparado ao dos condenados
Pois a Dama oposta lhe sorri continuamente
E eu não posso interferir na sua estase

A vida me sorri?
Somente se lhe divirto com minha dor.
Enquanto tu, injusta, rouba para ti a vida de homem honesto em seu caminho para casa,
e me mantém, sofrendo continuamente nas correntes da vida.
Eu te imploro, sede misericordiosa para comigo,
leva-me dos braços da mãe vida e me arremata no teu colo.
Ou então me deixas, condenado, a te amar e clamar por ti na eternidade.


Ahaha!! Es tão ingrato que meus ouvidos já não podem acreditar no que escutam!
Quem pensas que és? Um divindade, a ponto de julgar tua vida como fardo?
Merecedor puritano de minha clemência?
Cordeiro entorpecido em dor implorando sacrifício?
Não és capaz de me causar um ponto de arrependimento por te encarcerar nesta pensão!
Teus olhos me parecem transparecer apenas rogo por compaixão
Pedes misericórdia infundada, não amparo ao moribundo
Fantazias e aumentas a dor, por mais minúscula que seja, para que os outros te tenham como mártir. 

Talvez estejas certa, e eu deseje somente um pouco da tua atenção
mas se retirasses as traves que te bloqueiam a visão
perceberias que há muito mais em minha súplica do que o alívio para minha dor.
Pois estou cansado… meus pés não mais aguentam caminhar
quando a vida somente me mostra estradas de pedra nua e quente
em teus olhos eu vejo largos campos verdes e de brisa suave.
Para ti é fácil voltar os olhos para outro lado.
Teus ossos não doem, teus nervos não latejam,
não é tua carne que queima e teu coração que é esmagado…
quando tu mesma não podes experimentar o sofrimento.


Não desistes facilmente, mas já me cansei de sua ladainha…
Se anseia tanto assim entrar em meu reino, já não irei mais impedi-lo
Mais tome o risco como responsabilidade sua, pois lhe adverti um quanto antes que não merecias ir tão cedo
Irás sofrer muito mais do outro lado, já que tua condição não te permitiu total flagelo
irás realmente sentir o fogo do inferno entrar em suas entranhas até que esteja santificado o sulficiente para efim
Sentir algum júbilo
Mas…
É o que desejas, não?
Não irei mais aparta-lo de seu afã.


E assim se foi… da dor ao martírio!

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jan 27 2004

Decepção

Hoje o dia amanheceu cinzento, e ainda mais cinzento do que o normal. E eu não falo da chuva lá fora.
Impediram-me de lutar uma batalha pela qual eu almejei durante muito, muito tempo. Durante um ano eu refiz minhas reservas, preparei minhas armas e meu espírito e agora me descubro acorrentado a alguém que, diferente de mim, não queria lutar.
No início era a raiva, a vontade de continuar lutando, mesmo sem armas, mesmo acorrentado. Mas agora a raiva começa a ceder á decepção e tudo se torna mais cinzento.
E o único culpado disto sou eu mesmo.

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jan 24 2004

Obsessão

- inspirado em The End Of This Chapter, Sonata Arctica

Na escuridão do teu quarto
tua face se torna tão linda
banhada suavemente
pela luz das estrelas.

A brisa agita as cortinas
e move lentamente teus cabelos
provocando suspiros,
delírios.

Eu, sentado na soleira da janela
me perco na tua beleza,
em lembranças dos dias
em que éramos um só.

Para mim aquelas memórias
nunca morreram,
aquele amor, nosso tão vasto amor
nunca se apagou.

Mas as palavras,
aquelas mentiras cruéis
que teus lábios proferiram
nos mantiveram afastados, distantes.

Mas saiba, que meu amor nunca morreu
que todo o tempo que eu te dediquei
e todas as promessas que fiz
eu nunca abandonei.

E por isto estou aqui,
porque preciso te dizer
que meu amor não morrerá,
não sozinho.

Espero não ter assustado você
ao entrar assim, mas eu precisava
te dizer o quanto te amo
mesmo que você não possa mais me ouvir.

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jan 21 2004

Pára!

você fala tanto em tentar.. mas.. não faz o que deveria…
você faz parecer um horizonte, e essa é a verdade

pára de fugir… pára!

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jan 21 2004

Afiadas

malditas as mãos que empunham espadas
e as línguas que provocam lágrimas…

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jan 20 2004

Fatos da Vida

Corpos quedados, almas fragmentadas,
corações feridos.
Resquícios de uma batalha,
da qual perdedor, me fiz vitorioso.
Recompensa vazia,
o sorriso dos que tombaram
ante a minha fúria, ao meu pecado.
Uma marca negra e maculada
que me impregna a alma
de um suave gosto de amarga vitória.
O consolo, o conforto
que não encontro
na certeza de meus princípios.
Sentimento de honra vã,
de dever cumprido,
que pesa em meu peito.
viver dói.

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jan 16 2004

D.Estelven

Eu recebi a carta tão esperada da Dani… e fiquei sem palavras.
O TCC dela (que agora tenho uma cópia) é demais. Ainda não pude ler todo, mas terei que fazê-lo. Tem até uma referência a nossa amizade, uma referência de parágrafo! Não irei transpô-la aqui, não porque é especial demais, é um tesouro para poucos olhos e para um só coração.
Creio que hoje, a pessoa que eu mais amo nesta vida é a D.Estelven. Ela pode ser somente uma amiga, mas o nosso sentimento é algo tão forte, incondicional… o que eu poderia dizer mais? É irreal, não é mesmo, maninha?

Queria estender meu abraços as outras mulheres que preenchem a minha vida, minhas irmãs e minha mãe, minhas amigas e minha sobrinha, heheh. E a Amanda, que tem sido um pilar de pedra ao me apoiar.

Mas, sem esquecer minha parte cinzenta: Não vou te impedir de viver, mas por favor não me peça para deixar de morrer!

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jan 14 2004

RE: Pergunta

Queria deixar um abraço especial para a menina que cantou Ice Queen. Moça, você é demais… e não só por isto.

Respostas,
eu não preciso das respostas
porque eu as conheço
sei de onde elas vêm.

“Só eu posso ter as respostas”,
mas “será que…
Você sabe do que eu falo
sem que eu precise me expressar.

Você tem as respostas
para os questionamentos
que eu nem sei se tenho.

E as minhas respostas você conhece
para a pergunta que só você pode responder:
Será que?

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