jan
12
2004
Lamento de lady Dana pela perda de sua irmã.
Onde estão as penas
do anjo,
que fora colhido de meus braços
rumo aos céus?
Onde estão suas penas,
lindo anjo?
Ainda lembro teu sorriso,
e o calor do teu abraço.
Em minha lembrança,
teus verdes olhos
e tuas palavras doces
não se apagaram.
Mas agora há somente silêncio
a minha volta.
E são as memórias
os únicos tesouros que restaram.
Nunca fostes só em vida,
embora tenhas nos deixado sem um adeus.
Tua partida transformou-se em nossa ruína,
os olhos ainda lacrimejam,
e os gemidos ainda são ouvidos
em eterno pesar.
Pois como a chama de uma vela
que se apaga com o vento
fostes arrancada de nossa vida.
Doce anjo,
descansa em tuas asas
e leva contigo nossa saudade
e nosso pranto.
Que com a crueldade de uma lâmina
roubaram-te as penas.
› Continue lendo
nenhum comentário | em versos
jan
10
2004
Está acabado, tudo terminado. Vi o último episódio de Noir hoje e, foi fantástico. Terminei Excalibur, e se eu pudesse choraria.
Tudo acabado, Artur nas névoas prateadas, Merlin tragado por Manawydan e todos os que amamos longe,… ou quase. Mas vocês devem estar perdidos não é mesmo? Do que estou falando?
Os últimos três meses trouxeram mais finais do que eu jamais esperei: Love Hina, Video Girl, Noir, As Crônicas de Artur, e outras tantas Batalhas, minhas Batalhas. Mas foram os tempos que eu mais vivi.
E depois?
Um novo ciclo talvez, ou a nostalgia do saudosismo? Espero minha própria resposta.
› Continue lendo
nenhum comentário | tags: cornwell, medieval, noir, vida | em pessoal
jan
9
2004
Ainda estou lendo Excalibur, e estou próximo ao fim, mas quero aproveitar cada pedaço.
As crônicas são ótimas e eu recomendo a todos. Uma história que aparentemente não tem nada de novo, ou de especial, e que intrigou tanto.
Hoje eu não vou citar nenhum trecho, mas é muito triste ver a Ceinwyn sofrendo a beira da morte.
A cena do véxo caminhando pela rua com um livro preto sob o braço se tornou comum.
E o que vem depois?
› Continue lendo
nenhum comentário | em pensamento
jan
7
2004
Merlin estava certo. Quando uma mulher quer uma coisa, consegue.
Existe afirmação melhor do que esta? Elas realmente conseguem. E porque?
Porque nós a amamos e somos extremamente maleáveis com aqueles que amamos. Porque somos homens. Enquanto nos escondemos atrás de uma fachada de segurança ela usam de toda a sua incerteza para nos tornar fracos.
E adoramos isto. Eu adoro.
Dizem que mesmo que você conheça uma mulher a sua vida inteira, ela ainda será capaz de surpreende-lo. As únicas que conheço a tanto tempo, minha mãe e irmãs, fazem isto com maestria.
E eu adoro ser surpreendido. Se por uma mulher, tanto melhor.
Elas realmente conseguem, sem perder a aparência inocente, o olhar cândido, o sorriso infantil, aquelas pequenas coisas que nos viram a cabeça. E elas sabem que viram.
Porque nós as amamos.
…Implorei para que ele pensasse de novo, mas Artur balançou a cabeça.
- Estou velho, Derfel.
- Não muito mais velho do que eu, senhor.
- Então você está velho – disse ele com um sorriso – Mais de quarenta! Quantos homens vivem quarenta anos?
Falei que envelheceria junto ao livro.
Passei por uma grande batalha e uma provação grande. Resisti.
Boas lembranças da batalha vão ficar, mas uma lasca jamais será consertada.
Eu sou saudosista sim. Valeu Toni por ser tão preciso, e simples.
E Gabi pelo comentário.
› Continue lendo
nenhum comentário | em citação
jan
6
2004
Ontem eu percebi a lua escondendo-se entre as nuvens, grande, cheia e prateada. Boas Lembranças!
E as noites têm sido quentes e pesadas, difícil dormir.
Tenho saudades do frio, das estrelas, da própria lua… do inverno.
› Continue lendo
nenhum comentário | em pensamento
jan
6
2004
- Está certo. É melhor não saber o futuro. Tudo termina em lágrimas, é só o que há.
- Mas a alegria se renova – disse Taliesin em voz baixa.
- Ah, essa não! – exclamou Merlin. – A alegria se renova! A alvorada chega! A árvore floresce! As nuvens se abrem! O gelo derrete! Você pode fazer melhor do que esse tipo de besteira sentimental. – Ele ficou em silêncio… – O destino é inexorável – disse azedamente – e tudo termina em lágrimas.
Tenho acreditado nisto há muitos anos, quase tantos quanto Merlin. Realmente parecemos dois velhos cansados das desgraçadas do mundo, amargurados com a derrota.
Mas não é um fim, nunca é. Sempre existe mais perda de onde as anteriores vieram e, mesmo que dias de paz se sigam, as batalhas sempre aguardam. O destino é inexorável.
E a fortuna privilegia os bravos.
Tenho muito a fazer ainda. Preciso organizar minha vida, deixar alguns laços para trás, construir outros, me preparar para as batalhas que ainda virão.
Preciso voltar a faculdade, e quero fazê-lo neste semestre. Vai ser difícil conciliar tudo novamente, mas eu não vou desistir sem tentar.
É engraçado como sempre perco as batalhas, mas nunca deixo de lutá-las.
A Karol me ligou, a Thaís também. Preciso reciclar umas amizades, pois já não tenho tempo para tanta gente. Ainda mais pessoas que não têm tempo para mim. O mesmo vale para os grupos de RPG.
Estou jogando algumas coisas fora para abrir espaço para coisas novas.
› Continue lendo
nenhum comentário | em citação
jan
4
2004
É triste observar o fim da batalha,
o vale coberto por sangue
assombrados pelos corvos famintos
e pelos gemidos daqueles que ainda não se foram.
Meus olhos se quedam ao chão,
chorando a alma que se foi
sem ter caído no choque de armas.
Eu a vejo partir,
uma sombra deslizando entre os corpos,
subindo a colina rumo ao sol
e a seu príncipe de armadura radiante.
E eu me recolho de volta ao lar,
entre as piras funerárias,
sobre as cinzas que eternamente me acolhem.
› Continue lendo
nenhum comentário | em versos
jan
3
2004
Os Cavaleiros continuam marchando…
Passei três ótimos dias em Porto Belo, na companhia de amigos. Foi muito bom e por isso eu deixei de aparecer. Sequer atendi algumas ligações. Estava de folga. Folga de mim.
Mas estou voltando, para o bem ou para o mal.
› Continue lendo
nenhum comentário | em pessoal