Senna

Há cerca de dez anos eu era um fã incondicional de autovelocidade. Todo domingo, sentava com o pai e a minha irmã na frente da TV enquanto tomávamos café para assistir a Fórmula 1. Discutíamos as largadas, pole positions, acidentes, bandeiradas, os pilotos: Mansel, Prost, Berger e claro, Ayrton Senna.
Então naquele dia 01 de maio havia uma missa especial pelo dia das mães e eu, como bom acólito (coroinha) fui escalado para servir a missa, que não acabou antes das 11 horas. Era um dia ensolarado e quente, um domingo de festa ao qual eu corri para casa.
Assim que pus meus pés em casa a mãe soltou aquela: – Senna morreu.
Eu não acreditei, juro que não acreditei, mesmo assistindo a todo o enterro pela televisão, mesmo conforme a semana se passava. Só me dei conta do fato realmente duas semanas depois quando o carro dele não estava na largada.
Senna morreu.
Sabe, para um garoto de 12 anos ele foi um ídolo. Parece futilidade, mas ele realmente foi um exemplo para mim.
Já se foram dez anos…



Deixar uma Resposta