abr
16
2004
1. Gótico de mentira!
Quase uma semana me vestindo de branco. O branco não é gótico. Quem se veste de branco não tem tristezas ou angústias.
Bem, não sei quanto a vocês, mas eu me vejo tão vazio e pálido em branco. Sim, o branco simboliza alguma paz, eu o vejo como um detalhe de mármore em meio ao verde das colinas, a sombra de uma macieira, com o meu nome delicadamente talhado.
Tão branco.
2. Fotologs
Eu gosto de imagens, eu juro. Mas prefiro buscá-las no site dos próprios artistas, do Royo e do Kovacs, e de todos os meus favoritos. Foto bonita esta que eu arranjei naquele site. Não é para mim.
3. Imagens
Elas podem te despertar tantas emoções, tanta tristeza ou alegria, podem representar tanto. Tanto quanto uma frase bem escrita ou uma música bem cantada. Imagens valem muito mas quantos de nós paramos para ler o texto a qual elas foram inspiradas?
Alguém lê o que eu escrevo? Tem menos significado que as imagens do Royo nos fotologs góticos ou as camisetas negras das bandas de metal?
Eu escrevo o que sinto… ou o que finjo.
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abr
15
2004
Perversa noite, de estrelas cravejada
que me negas o afago caloroso da saudade
e me presenteias o abraço gélido da ausência
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abr
14
2004
Findei Eu e Outras Poesias ontem. Augusto dos Anjos é realmente muito bom, embora eu acho que ele se apegue demais aos sonetos. Eu gosto do estilo mas,… quase todas as poesias são em sonetos, e no entanto, outras delas são bastante grandes. Mas são boas. Um destaque especial para “A Meretriz”, a mulher morta de cabelos vermelhos.
Mas eu acho a poesia dele sangue e terra demais. como eu poderia resumir sua obra numa palavra? Putrefação!
Talvez meu conto de ontem tenha sido um pouco inspirado nos textos dele.
E agora começo a ler contos de fadas e outros contos populares Irlandeses. Bem, devemos esperar textos falando sobre glória, honra e coragem agora? Talvez. Eu não sei o quanto ainda estou disposto a lutar.
Longa vida a Tuatha De Danann e aos filhos de Fionn!
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abr
13
2004
ora aprisionado na Vastidão cinzenta, por homens de olhar vazio e faces inespressivas. Torturatam-no, mas não se preocuparam em obter nenhuma informação. A guerra que era travada lá fora não os parecia importar. Eles queriam outra coisa.
Perfuraram-lhe a carne com agulhas e ganchos, farpas e lâminas… arrancando, dilacerando, deformando. Os gritos ecoaram por noites e dias, mas ninguém se importou, em momento algum recebeu uma censura ou sorriso.
E conforme o sange lhe escorria pelos ferimentos largamente, pensou que morreria. E decerto morreria, como tantos outros que haviam transposto a mesma experiência. Mas então cravaram-lhe novos ganchos no peito, estilhaçando e expondo sua caixa toráxica. Abriram-na, e de todo aquele terror rubro retiram-lhe o coração ainda pulsante.
Substituíram-no por um fardo de metal. Uma máquina que bombeasse seu sangue e o manteria vivo, um coração que projétil algum poderia perfurar, em ferro e carvão.
E então compreendeu os olhos vazios, mas isto não mais lhe importava. Não havia rancor ou ódio, nem mesmo amor ou vontade. As lembranças eram uma névoa perdida em sua mente.
E hoje caminha silencioso pela Vastidão, e passa pelos outros como uma sombra de peito pesado e doído, mas não chora ou reclama. Porque haveria de fazê-lo?
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abr
12
2004
O vento açoitava seus cabelos negros que curtos, chocavam-se contra os olhos e as bochechas, sequer alcançando os lábios. Eles não eram curtos nos dias vivos de sua memória.
Sobre a mesma rocha, centenas de metros sobre o oceano seus braços jaziam entrelaçados junto as costas de Leifr, seu amado. Lágrimas partiam de seus olhos manchando levemente a túnica de insígnias douradas. Ele tinha os lábios contra a cabeça dela e as mãos afagavam seus cabelos.
- Promete… retornar para mim?
- Voltarei por você.
- Promete?
- Prometo.
- Neste dia nosso amor será completo.
E então ele partiu, por sobre as névoas eternas para longe de Alfheim, montando a águia e banhado pela radiância alaranjada do poente. Partia para a guerra levando consigo a alma de Idony consigo.
- Você prometeu – ela erguia seu lamento na tarde chuvosa – prometeu retornar para mim.
Mas a única resposta era o açoite cruel da tempestade sobre as escarpas
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abr
10
2004
muito frio aqui dentro… eu posso sentir o vento da madrugada nas feridas em minhas costas…
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abr
8
2004
- poesia a duas penas
Milady Makura Heartilly e Sir Véxo Wingless
O Cravo brigou com a Rosa
e ofendeu a honra da bela menina
mas ela desafiou-o a um duelo…
olhares cruzados, uma lâmina em cada bainha.
Debaixo de uma sacada
foi o local combinado
olhares mórbidos e sorrisos trancados
até desembainhar a primeira adaga
O Cravo saiu ferido
pois logo que para ela avançara,
num impulso precipitado
o punhal oposto seu braço arranhara.
A Rosa despedaçada
com seus olhos mel em lágrimas molhados
pois quanto mais tentava aparentar nada
mais assutada com a situação se dava
O Cravo ficou doente,
inflamou-se o pequeno ferimento
e caiu de cama ao chegar do poente
muito mais por dor do próprio arrependimento.
A Rosa foi visitar
muito embora não o desejasse
penalizada com ele ficou a olhar
espantada a lamentar-se
O Cravo teve um desmaio
assim que a bela entrou em seu quarto
com seus olhos faiscando tal qual um raio
por um momento pensou que teria um enfarto.
A Rosa pôs-se a chorar
mas não de tristeza ou compaixão
apenas chorou com triste ar
como perdera tanto tempo em vão?
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abr
6
2004
No dia 04 de abril este blog completou um ano de vida. Eu nem notei.
Ele nasceu e cresceu de uma maneira tão natural para mim que eu simplesmente não havia percebido. Passamos por tantas coisas juntos e ele já parece tão velho quanto eu.
Layout novo para o novo ano? Nem sonhando… o bom e velho blog de sempre. Acompanhando as aventuras e desventuras de um anjo caído rumo a ascenção… ou a redenção.
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abr
5
2004
Então meu ombro dói, e agora eu posso usar meu Tao novamente, com a corrente nova, e eu enviei flores… e tudo isto num único final de semana.
Sem contar que houve live de Vampiro na casa da Ana Maria Clara no sábado a noite, e estava muito show. Fui vestido de italiano bagacera e acabei encontrando uma carniçal para lamber minhas botas, entre outras tantas coisas que somente uma serva sabe fazer. Adorei representar minha Dominação desta vez.
E digam o que quiserem, ela quando submissa fica muito linda.
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abr
2
2004
E então Ethan ergueu-se. Havia passado todo o dia deitado num esquife de pedra, torturado e enclausurado. Podia sentir o calor e a luz do sol entrando pelas frestas, mas na tumba, nem isto o alcaçava.
Buscou pela luz, desejou o calor, e em sua mente as lembranças lutaram, buscaram apoio, consolo. E ele encontrou-se só, desamparado e esquecido. E seu coração tornou-se gélido e rígido conforme era sufocado pelas mãos sepulcrais que agora ordenavam que ele levantasse.
E ele levantou-se, tomou em suas mãos a espada que trazia na bainha e desafiou a criatura. Havia ódio e rancor em seu olhar e seu coração era todo honra e virtude. Ajoelhou-se, prostrando a espada ao chão.
- Ao seu comando, meu senhor!
Sua alma havia se perdido e agora ele servia ao maligno. Sentia um prazer estranho e doloroso ao executar-lhe as ordens. E as sombras abraçavam-no como a um filho, ou um amante. Tornara-se um monstro.
E agora marcha, em meio a tempestade, para a batalha que tanto desejara.
Seguindo as ordens do Um… contra tudo o que seu coração outrora jurou defender.
- ao som de Into the Storm, Blind Guardian
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