jun 30 2004

Resenha: Irish Folk and Fairy Tale

“I am the last born of my race; born of a human mother and elven sire, mine was the first birth for many, many years. The elven race is dying, son of Man.
But… but, what do you need to survive?
Faith! And the elven lord walked down the side of the fort into the swirling mist, and was gone.”

- The Last Outpost, do Irish Folk and Fairy Tale

Terminei de ler o livro ontem. Este trecho é o final do útlimo conto. Por um momento um sorriso surgiu nos meus lábios, mas em instantes uma estranha sensação de frio me percorreu a espinha e um estranho vazio invadiu o meu ser.
Vocês vão achar engraçado, mas eu sinto muito. Sinto a partida do Povo Belo e de toda a magia que existia neste mundo. Sinto os portais de Arcádia terem-se fechado para o mundo dos Homens. Sinto uma estranha tristeza nisto tudo.
A fantasia foi devorada pelo marketing e pelo consumismo, e hoje as crianças nem sabem mais o que é uma fada, ou um gnomo, a não ser pelos filmes da Xuxa.
A fantasia se foi na Irlanda. E se lá ela não existe, que dirá aqui.
Entristeço

› Continue lendo


jun 28 2004

Emoções de um juramento / enclausurados pelos grilhões da razão

Eu juro,
a dor que que parte, que perfura,
honrar pela espada e pela cruz o meu reino,
frio e rígido como o aço
seguir obedientemente os comandos de meu senhor,
o único modo, o único conforto
e amar somente minha dama.
para um coração que afugenta todas as lembranças.

› Continue lendo


jun 25 2004

Cena Noir

Imagem tremida, um pouco borrada… scanlines. Um homem caminha ao lado da via expressa no início da noite, as luzes amarelas dão uma estranha sensação de nostalgia e clima Noir. Está um pouco frio e ele usa um longo sobretudo negro sobre o traje social. Carrega flores em seu braço. Flores vermelhas.
Cena clichê de filmes drama-românticos.
Mas era eu.

› Continue lendo


jun 24 2004

Somos lendas…

E como lendas nós somos lembrados por nossos feitos e por nossa bravura. Mas tudo isto parece um tanto vazio quando você nota que, diferente daqueles por quem lutou, você nada conquistou. Nem um lar, nem algo para chamar de seu.
Estou conquistando algo, depois de muita luta e muito desânimo. Mas eu não desisti. Não tenha sido fácil, mas eu sempre acreditei na recompensa merecida, mesmo que não seja aqui.
Mas eu entendo a sina do cavaleiro sem lar como poucos nestas terras. Talvez porque viemos do mesmo deserto e travamos as mesmas batalhas. Irmãos em armas. Como poucos que já encontrei.
Somos lendas, lendas vivas. E é triste tornar-se uma lenda antes que tenha vontade de descansar.
Minha espada e minha grande guerra.

› Continue lendo


jun 23 2004

Sussuro

Beijou-me o rosto, e deixou ao meu ouvido um sussuro:
- Eu te amo.
Então ela se foi, deu-me as costas e me deixou, silenciosa e sem olhar mesmo olhar para trás.

› Continue lendo


jun 22 2004

Novos horizontes, Antigas virtudes

o caminho mudou…
o horizonte já não é o mesmo, o objetivo…
almejo um tesouro que possa chamar de meu,
que não seja feito em ouro ou encrustado de pedras

não quero mais tomar o tesouro de príncipes,
furtar e apunhalar pelo que anseio
ao invés… sonhar alto, realizar longe
e cavalgar o meu caminho amplo e limpo

cavalgo o vento, vôo em asas que não são minhas,
pressa que não justifique negar a pausa
por um amigo caído a beira do caminho

não quero mais julgar-me arrogante ou orgulhoso,
não quero mais oferecer meu préstimos
aqueles que só conhecem o magoar e o ferir

Estou voltando… ao sobretudo e aos cavalos, a minhas virtudes aos meus amigos. A fé e a bravura que se elevam são minhas por direito. Concordam?

› Continue lendo


jun 19 2004

anxious mode

O meloDrama foi ao ar… gostaria de ter escrito com mais calma. Mas está lá, o Arlequim, e só é menos insano, embora bem mais organizado que o texto caótico da Amanda.
Haverão vários eventos hoje e pretendo ao menos participar de alguns. Ansioso… pelo fim ou pelo início.

› Continue lendo


jun 18 2004

melancolic mode

Dias estranhos, melancólicos… algumas coisas me põe para cima, outras me põe para baixo. Ás vezes é fácil enfrentar tudo de cabeça erguida, mas cansa… cansa.
Pensando nas loucuras que eu sempre quis fazer. Me questionando se um dia eu realmente as faria. No entanto ainda tenho saudades dos velhos tempos.
Não estou inspirado e acho que vou perder o meloDrama.

› Continue lendo


jun 17 2004

News

Recebi uma carta da Dani. Trevisan trouxe de Sampa, diretamente em mãos. Uma longa carta com um CD de presente (At Dawn in Rivendell), além de um desenho extraordinário, como já não é o padrão da garota.

Assisti ao concerto da Orquestra de Câmara do Imcarti ontem no novo Teatro Municipal de Itajaí. Foi ótimo. Também pela companhia.

Hoje estou cinzento e sentindo um estranho vazio.

› Continue lendo


jun 14 2004

O Presente

Uma arca pesada, em madeira e metal
sobre a qual minha espada e meu elmo,
preenchida por lança e manopla,
e jogada sobre, minha capa e escudo.

Guardei dentro dela a fé
que me foi dada por minha mãe,
um sacrifício eternamente encrustado
num escudo d’ouro.

Dentro também o aro prateado
da princesa mais altiva,
uma lembrança singela
de um pacto nunca exigido.

E o brilho metálico do aço,
tecido pelas estrelas
e que cobre meu peito
em minhas batalhas mais cruéis.

› Continue lendo