ago 31 2004

Quisera eu…

Quisera eu…
um braço mais longo,
a voz mais forte,
um coração decidido.
Asas para alcançar
as lágrimas que correm
na última pousada.
Coragem para erguer,
sem dúvida ou receio,
a mão que clamam.
Quisera eu,
deixar de ser uma autômato
e me tornar um cavaleiro real.

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ago 30 2004

Eu que fugi

– versos adolescentes de um poeta confusamente apaixonado

Eu que corri, eu que fugi,
eu que sofri da dor
que sozinho me escondi
daquela a quem chamam amor…

Eu, que tantas vezes caí,
e por fim me entreguei
descobri ainda assim
mais pesar do que outrora pensei…

Abatido e indefeso fui encontrado,
de meus piores pesadelos acordado
através do toque suave de suas mãos.

Em seus olhos vislumbrei o céu,
que clamou uma vez por tornar-me seu
tomando para si meu coração.

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ago 27 2004

Irmão em Armas

– dedicado a meu irmão-amigo

As rochas já existiam, assim como as árvores,
éramos jovens e inocentes,
nossos anseios e desejos ainda eram iguais,
nossos passos, unidos.

Nem posso lembrar do que viera antes,
só sei, sem saber porque,
éramos como espadas gêmeas,
aço forjado do mesmo minério.

Eras se passaram, o mundo mudou,
eu estive vitorioso ao seu lado e o vi derrotado
partilhando de igual situação,
dividindo com ele amarguras e alegrias.

Fiel amigo que sempre esteve a meu lado
mesmo quando não percebi,
eu o confiaria meu flanco direito,
embora ousasse servir-lhe meu escudo.

Espero, um dia talvez, agradece
da maneira que merece meu irmão-guardião,
festejar com ele das vitórias,
e fazê-lo saber que das minhas ele é
[ das mais importantes.

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ago 26 2004

Aos amigos e parentes:

Convidamos a comemorar conosco o aniversário de Antônio José de Mello (Toninho) e Rodrigo Pereira de Barros (Ferio), neste domingo, dia 29/08 ás 20 horas na casa da nossa amada amiga Cissa-chan.
Mais informações: Cissa e Véxo

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ago 25 2004

Eu, Rei dentre Cavaleiros

– um desejo de Feliz Aniversário

Por vezes sou o pensador
por vezes, o filósofo
minha mente repleta de palavras,
significâncias e descrições que não consigo expressar.

Eu, dentre todos os cavaleiros o mais recluso
que em meu próprio mundo refugio-me,
desafiando de modo covarde
os ardis de meu próprio coração.

Eu, sábio pensador, dito as rimas
traço meu próprio destino
à pena e tinta.

Mas só no epílogo me percebo não coadjuvante,
mas sim, vitorioso de todos as minhas batalhas,
rei diante de uma horda de cavaleiros.

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ago 25 2004

Re-descoberta

Re-descobri que a amo. Denovo. E isto se repete sempre, mas é tão inesperado e surpreendente… Re-descobri que a amo…

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ago 24 2004

Esquecidos

um soneto pelos mortos

Dez, doze, talvez vinte…
pedras cinzentas e arruinadas
cobertas por heras e musgo
além de números em tinta branca.

Erguem-se como dentes esparsos,
na gengivas barrentas e doentes
da boca acinzentada
que são os campos gélidos da morte.

Exibem uma colheita apressada
que privou do abraço da vida
os infantes e inocentes.

Não há palavras que eu possa usar
que possam descrever toda o pesar
de visitar o cemitério infantil.

– ainda lembranças do final de semana, um tanto mal-escritas é verdade.

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ago 23 2004

Radiância

um soneto pelos mortos

Pedra branca e reluzente,
estampa fria, flâmula amarga
que recobres os mais alvos ossos
em silenciosa solidão.

Tua face se confunde
dentre outras lápides que permeiam
o campo esquecido da morte
coberto pelas cinzas do tempo.

Mas não eterno é teu lamento
pois de teu próprio sangue surgiria a doçura,
a gratidão e a honra.

Expressa em pétalas amarelas
que irradiam tal qual o sol sobre nuvens brancas
delicada luminescência em reconhecimento.

– lembranças do final de semana, outras virão, maybe la pietá!

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ago 20 2004

Quinta-feira…

Nossos projetos, escritos, nossos ideais e nossos futuros. Conversamos por algumas horas, e isto me deu um novo ânimo, um novo fôlego. Devo agradecimentos a minha amiga por ter-me compreendido e perdoado. Atitudes típicas de uma rainha.

E eu também passei algumas horas com “nossa” princesa. Estranho como este título se tornou familiar a todos nós. Eu me sinto um pouco receoso em tê-la nos braços, e me culpo por não estar sendo prepotente em desejar-lhe os lábios. Um mero cavaleiro almejando o amor de uma princesa?

– ah sim… eu vou enjoar de vc qdo eu enjoar de… hmm o.o… chocolate XD

Mereço?

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ago 19 2004

Em Honra dos Bravos

Em Honra dos Bravos:

Arathorn: um irmão leal, oponente incomparável. Tive sorte de ter sua espada ao meu lado.
Arwen: sombria e distante, nunca soubemos o que se passava em sua mente. Mas nunca nos faltou o sorriso silencioso ou as mãos ágeis.
Brian: este jovem seria bravo até o último instante, acredito. Se tivesse sido escudeiro hoje seria um grande cavaleiro.
Elrick: misterioso como surgiu, ele partiu. Mas seus feitos e lâminas certeiras jamais serão esquecidas.
Galadriel: jovem e imprudente. Uma elfa pequenina que nos rendeu boas risadas, doces alegrias.
Maeglin: ágil como um gato, valente como um tigre. Apoio silencioso e confiável nas horas mais incertas.
Melkor: convencido, prepotente, seguro de si. Foi o escudo mais sólido em nossa defesa.
Naga: nunca confiei muito nesta mulher, mas ao contrário do que previa nunca houve dúvida em seus atos.
Pequeno Gafanhoto: esta pequena criaturinha nos surpreendeu com sua astúcia. Ganhou lugar de honra em nossas fileiras.
Luthien: uma luz suave na negridão de nossos dias. Nem eu sei como este milagre surgiu em nossas vidas.
Vincent: amigo-conselheiro, apoio nas horas mais necessárias. Um carisma avassalador e um ego ainda maior.
– do diário de Sir Harold Audrey

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