ago
16
2004
Uma estranha sensação de dever cumprido, foi o que senti quando a lâmina fria de minha espada trespassou a garganta do monstro. Meus braços foram empurrados uns contra os outros e podia ouvir minhas costelas estalando, mas a luz que furtivamente escapou do ferimento me trouxe tranqüilidade e paz.
Eu sabia que eles estavam lá fora, e lutavam também por mim. Sabia que eles não deixariam meu sacrifício em vão. Sabia, sem saber porque, que tudo ficaria bem novamente. Eu havia triunfado.
O sorriso de Katheryne brilhou outra vez no escuro, lembrando-me de porque eu lutara. O reino estava ameaçado, meus amigos eram caçados, mas diante disto tudo protegê-la ainda era minha prioridade.
Era mais do que dever ou devoção, era amor.
E, no final de anos de campanha, terminou-se. Estes foram os últimos pensamentos do meu personagem. Sinto um orgulho estranho dele, pois sei que ele é um vitorioso, mas sinto não poder mais vê-lo novamente.
Adeus, Harold Audrey, amigo. Que os céus te conservem em paz e que teus feitos durem a eternidade de um reino, um reino de fantasia.
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ago
13
2004
Dia das bruxas? Mas nem aqui nem noutro mundo.
Esta sexta-feira foi bastante tranquila. Esqueci algumas coisas e estou resolvendo outras aos quais eu temia não conseguir resolver. Dia normal.
Em meu peito bate um coração de aço,
que permanece calmo, resoluto
mesmo contra as mais fortes tempestades
do âmago da minh’alma.
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ago
12
2004
- baseado em For My Fallen Angel, My Dying Bride
Minha respiração enfraquece,
e gotas prateadas escorrem de seus olhos.
Eu a beijo, quem dirá uma última vez
enquanto sua cabeça repousa em meu peito.
As mãos delicadas oculta entre as minhas,
as pequeninas veias pulsando de modo suave.
Eu penso estar nos portões do céu,
desejando permanecer junto dela.
O vento ergue silenciosamente as cortinas
arrastando as lágrimas para longe
mas seus olhos não secam.
Um flecha cravada em seu peito,
que dói e fere seu coração angustiado
neste momento é assim que me parece o amor.
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ago
9
2004
Praticamente sem voz e com o corpo todo doendo, estômago revirado, febre e falta de apetite. Fora isto uma estranha melancolia e cansaço das noites passada em frente do computador. Preciso escrever, e mutio: meloDrama, Dani, Cavaleiros… e outros projetos. Falta tempo e disposição, sobra criatividade.
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ago
6
2004
Minha vida está um caos, mas as coisas parecem dar sinais de melhoria. Claro que não dá para confiar no destino (ou a divina providência, como eu prefiro) para resolver as coisas por nós, não somente nele.
Eu ergui meu braço cansado e estendi a espada aos céus. O raio de luz refletido afastou algumas dúvidas. Eu pude descansar da batalha nos braços de alguém que eu amo muito. Bem, e de resto..?
Outras batalhas parecem seguir-se a esta e eu vou perder bons momentos de descanso… ainda mais… vou decepcionar algumas pessoas que eu considero. Como não fazê-lo?
Dia dos Pais, aniversário da Júlia, e outros eventos por vir.
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ago
5
2004
Um beijo único
com o gosto suave do batom,
a candura da saudade
e a certeza cruel da distância.
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ago
4
2004
Não desanimeis nunca, embora venham ventos contrários.
Ás vezes é difícil… mas estou tentando confiar na divina providência.
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ago
3
2004
marche, marche, marche…
o sol quase se põe,
o horizonte desaparece,
a lua ascende
marche, marche, marche…
o fardo pesa, peso que se nega
a vida é mera lembrança,
tal qual uma fotografia amassada
marche!
eu vejo o horizonte
temo não poder alcançá-lo
marche!
a vida segue
e eu a abandono?
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ago
2
2004
Terça-feira a noite deixei Itajaí com destino a São Paulo. Eu mal podia acreditar, mas estava indo. Haveria show do Lacrimosa e eu passaria alguns dias agradáveis na presneça de uma amiga que eu considero uma irmã, a Dani.
Ela me buscou na rodoviária, me levou a casa dela e me encheu de mimos. A biblioteca dela está cada dia maior e eu pude folhear distraidamente vários livros que eu adoraria ter.
Liguei para a Amanda e combinamos de nos encontramos antes do show. Então eu, de maquiagem e sobretudo na saída do metrô. O Olympia é bem fácil de achar. Fica na rua do SESC Pompéia e depois das dicas da Dani até eu chego sozinho.
O show por si só foi um acontecimento e tanto. Não houveram cabeças batendo nem a galera cantando junto (ao menos não o tempo todo), mas foi divertidíssimo. O Tilo Wolff (vocalista da banda) é extremamente dramático e consegue impregnar a platéia do sentimento de melancolia que a música está carregada. Ele move-se como se tecendo no ar a melodia, agitando os braços tal qual um maestro. É impressionante!
A Anne (outro vocal) é uma solista de coral típica: linda e enigmática, como diz a Dani ela parecia uma sacerdotiza em meio aos rituais em pleno palco.
E eles realmente souberam escolher as música. Impossível citar todas mas, Copycat, Darkness, Alleine zu zweit, Stolzes herz, Alles Lüge e Ich verlasse heut dein Herz…
O show acabou a 24:30 e tivemos de esperar até as 5:00 pela volta do metrô para retornar a casa da Dani. A Amanda gripada estava congelando de frio. Tive que serví-la do meu sobretudo.
Dormimos por quase todo o dia seguinte, assistimos ao Hamlet (com Mel Gibson) e então retornamos a Amanda para casa. Sexta foi dia de Zoólogico, um dia pacato e agradável, no qual conheci a Ana, melhor amiga da Dani. Fotos e mais fotos além de cenas bastante incomuns para mim, do urso pardo tirando uma soneca a harpia devorando um rato.
e no sábado a Dani me levou a rodoviária logo cedo. E foi uma bela despedida e uma longa viagem de volta.
Domingo tirei o dia para descansar e rever minha princesa.
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