For the Love of a Princess
pensando n’algo prá postar
cadê o Anjo que estava aqui? Anjo?
ouvindo “For the Love of a Princess”, da trilha sonora do filme Coração Valente
pensando n’algo prá postar
cadê o Anjo que estava aqui? Anjo?
ouvindo “For the Love of a Princess”, da trilha sonora do filme Coração Valente
- soneto em homenagem a uma amiga muito querida
Ainda lembro o dia que temeroso adentrei seus salões
tremendo prostei-me diante de seu olhar penetrante.
Ela tomou meus serviços com a singeleza de uma dama
e presenteou-me a espada com a determinação de um guerreiro.
Ao pôr-do-sol, novamente diante de mim,
os mesmos olhos questionadores de outrora.
As marcas do tempo não tocaram sua face
e em momento algum seu semblante tornou-se abatido.
Mas, muito além, permaneceram em seus olhos,
na voz repousante e no sorriso verdadeiro,
o mesmo suave encanto que cativou minh’alma.
Doce rainha, alva como a neve, translúcida como o vidro,
que compreendeu minha alma como poucos outrora
te devo, mais do que respeito, eterna admiração.
Ergue-a
o vento tocando-lhe
branco contra
tocando-lhe.
Havia um
dentes claros e lábios
um doce e terno
capaz de desmanchar.
Apesar da chuva que cai torrencialmente, eu posso ver os raios de sol no horizonte. Estou cavalgando rápido, tentando chegar logo. Eu preciso.
Depois haverá descanso, e nada mais de ombros doendo.
Preocupado com a princesinha doente.
Eu lutei. Tardiamente percebi o perigo. Estive distante, ausente. Mas corri para a batalha armado e resoluto. Me cansei e me feri. Estava na linha de frente, revezando, suportando, resistindo.
Fez aquilo para ser o herói – ouvi – somente para se mostrar forte e correto.
Todos os agradecimentos pareceram deslocados nos lábios daqueles que outrora me acusaram. A mão que afaga é a mesma que segurou a lâmina que me feriu.
Não sou o dono da verdade. Aceitei a culpa, simplesmente por ser o mais próximo da queda, o mais fraco, o mais baixo e maligno.
Ela aprendeu, porque eu também não posso? Preciso manter o véxo (ou o FallenAngel) aqui dentro, como ele sempre foi. Foram dias difíceis de reflexão, mas eu não vou conseguir suportar de todo a escuridão e o silêncio. Não sabendo que lá fora estão todos os sentimentos bons que eu almejo. Mas os sentimentos ruins? Que venham juntos, pois eu estarei pronto para eles.
Então eu vesti minha túnica branca, e sobre ela eu me cobri com o manto da noite. E todos verão o cinza, sempre o cinza. Mas eu sei… que há o branco e há o negro. E em parte sou um, e em parte sou outro.
Se eu faço o que eu faço, é por tentar redimir meus erros, e não para conquistar glória.
Eu erro… e erro muito. E muitas vezes me cego e ensurdeço. Mas eu não temo dizer que errei… ou pedir perdão por estes erros.
Obrigado por tentarem me compreender,
peço que o façam antes de julga
porque para alguns eu nunca serei perdoado.
Areia corre… escorre por dentre os dedos
o passado a escoar lentamente,
mágoas vazando, esvaindo
e carregando as boas lembranças consigo.
Em meu íntimo grito não!
Discordo, nego e renuncio
mas minhas mãos permanecem abertas
impassíveis a minha vontade.
Sei que posso… que ainda posso,
vencer a cegueira, a surdez, a paralisia,
tomar por força meu próprio destino.
Mas a coragem é inibida
pela estranha dor familiar
da injustiça em olhos queridos.
véxo big,
véxo strong,
véxo bad, very bad…
no donnuts for you!
no more a reliable good guy.
Eu vejo um lampejo para meu dilema. Há uma forma de reparar o que foi negligenciado. Eu vou precisar de auxílio e alguma sorte mas, é possível. E eu estou pronto para mais esta empreitada.
O vento frio me abraçou e no silêncio eu ouvi o sussurrar do meu nome. Um estranho vazio se apossou de mim. Algo na escuridão clamava por mim novamente, como se reclamando da ausência.
Medo do passado? Só para aqueles que têm algo a perder.
Hoje eu tenho. E temo o véxo sombrio e melancólico de ontem. Mas algumas vezes, algumas vezes, eu o revejo como uma premonição, de um futuro possível.
Mas eu não vou deixar, não sem lutar.