Dróttning

– soneto em homenagem a uma amiga muito querida

Ainda lembro o dia que temeroso adentrei seus salões
tremendo prostei-me diante de seu olhar penetrante.
Ela tomou meus serviços com a singeleza de uma dama
e presenteou-me a espada com a determinação de um guerreiro.

Ao pôr-do-sol, novamente diante de mim,
os mesmos olhos questionadores de outrora.
As marcas do tempo não tocaram sua face
e em momento algum seu semblante tornou-se abatido.

Mas, muito além, permaneceram em seus olhos,
na voz repousante e no sorriso verdadeiro,
o mesmo suave encanto que cativou minh’alma.

Doce rainha, alva como a neve, translúcida como o vidro,
que compreendeu minha alma como poucos outrora
te devo, mais do que respeito, eterna admiração.


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