out 29 2004

Preocupado

Ela esta sentindo-se pouco mal… e eu estou preocupado.
Quero que o sorriso volte aos lábios dela.

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out 28 2004

Descolorido

Eu, outrora cinzento,
sempre tive os cabelos negros
mas não hoje,
quando o primeiro descolorido surgiu.

Diferente dos demais,
excluído mas imerso na multidão
sua cor indecifrável
me desafiando, lembrando…

Que o tempo passa,
e para mim parece ainda mais rápido
querendo acompanhar
minha idade… real.

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out 27 2004

Não mais

Não mais,
o reflexo distorcido mostra o que não desejo,
a armadura negra, farpas e sangue que não é meu.

Não mais,
reforjar os elos e lâminas partidos,
desenferrujar as insígnias, re-encontrar meus tesouros.

Não mais,
quero de volta a minha cota argêntea e opaca,
a minha túnica alva, somente minha capa negra.

Não mais,
quero romper estes grilhões que me sufocam,
libertar minha alma, em tudo aquilo que me é caro.

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out 25 2004

Pelo que Lutar

Subimos a colina silenciosamente. Todo o som vinha de nossos passos contra o solo úmido e barrento. Andávamos lado a lado sequer temendo olhar-nos uns aos outros.
E chegando ao topo, avistamos o vale, coberto por cinzas e ruínas até onde a vista alcançava. Ao longe, nossos oponentes erguiam fogueiras e destruíam nossos lares. Havia cheiro de sangue e terra molhada em toda volta.
Por algum tempo eles nos ignoraram, mas então instigados pelo líder, iniciaram uma formação débil e desordenada. Eles confiavam muito mais em sua força do que na disciplina. Exatamente oposto a nós.
Distribuímos as armas e escudos, mesmo aqueles improvisados. Ouvimos as últimas preces de cabeças baixas e só então erguemos nossos olhos aos companheiros. Todos os mais valorosos amigos lado a lado, cobertos por uma estranha melancolia e um desespero contido. Nossos olhos eram tais quais as cinzas de nossas casas, que ainda conservavam as cores, mas não o mesmo brilho.
Me atrevi a olhar para trás, por um único instante. A nossa retaguarda, sob a colina as mulheres e os idosos e todos aqueles que eram jovem demais para lutar. Lá estavam nossos pais e nossos filhos, todo o nosso amor e esperança. Voltei-me para a direita e deparei-me com um amigo olhando-me fixamente. Havia uma chama nova em seus olhos, chama que deve ter reconhecido em meus próprios olhos.
Sorrimos sem plena certeza de que deveríamos e voltando-se a nossos inimigos, gritamos pelo nome dos que caíram, do que amávamos e todos aqueles que estavam em nossos corações. Ainda gritávamos quando correndo chocamo-nos contra a vanguarda oposta.
O metal trincou e sangue jorrou, manchando novamente nossos lares, a terra que era nossa por direito.

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out 22 2004

Aniversário

Amanhã é meu aniversário. E eu vou ter o final de semana inteiro para comemorar, do meu jeito.
Quero rever as pessoas que são importantes para mim, aquelas que me trazem sentimentos bons. Afinal, comemorar nada mais é do que fazer algo que te agrade.

Meu aniversário é para comemorar… todas as pessoas maravilhosas que existem próximas a mim.
Abraços aos amigos, aos parentes, aos colegas e conhecidos e principalmente a minha princesa. Ela é meu melhor presente.

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out 21 2004

Sonhos

Será que ninguém mais lê O Mágico de Oz? ou o Pequeno Príncipe? As Aventuras de Pinóquio? Peter Pan e Wendy?

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out 18 2004

Os Templários

Findei o livro ontem. No último dia eu li vários capítulos, e isto foi muito bom para compreender todo o desfecho final da ordem.
É um relato interessante da vida da ordem, de todos os eventos que vieram a criá-la, e do legado que deixou. Muito bom o relacionamento que o autor faz com outros eventos (tais como a relação com os Hospitalários) e personagens importantes (papas e reis, etc).
O fim é previsível, claro. Ao menos para todos aqueles que conhecem um pouco de história mas,… o livro dá uma breve pincelada de todas as armadilhas que findaram a ordem e de como Jacques de Molay foi cruelmente traído por conterrâneos.
Em alguns momentos eu tive raiva da igreja católica mas… não dá para julgá-la pelos feitos de alguns homens.

Eu recomendo.

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out 18 2004

Aviador

“… Mas infelizmente, não sei ver o carneiro através da caixa. Talvez eu seja um pouco como as pessoas grandes. Devo ter envelhecido.”
– Trecho d’O Pequeno Príncipe

Estou começando a lê-lo agora. O livro me recorda muito a Dani.
Acho que tudo de se ajeita em uma semana. Estou batalhando por isto.

E uma sensação de doçura nos lábios logo pela manhã.

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out 15 2004

Metal

A música continua tocando,
guitarras soando distorçidas e a bateria vibrando
dentro de minha caixa toráxica.
A mesma música, mesma motivação,
fúria, coragem e honra.
E a batalha continua.
Sangue, ossos e carne,
o metal frio erguido aos céus.
Gritos e gemidos são parte da música,
espada e escudo, instrumento
e o campo,

palco de nossas vitórias,
ou desgraças.

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out 13 2004

Feriadão

Ainda cansado. Mas desta vez o feriado valeu a pena. Renovadas as forças para todas aquelas batalhas que eu planejo fazer em poucos dias. Vai doer, mas vai ser preciso.
E então voltar a atenção a todos aqueles que me são caros.

Hoje o dia amanheceu cinzento. E eu notei que isto é parte de mim. E foi bom perceber que algumas coisas nunca mudam.

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