Ao Vento

O vento me acaricia os braços,
ainda o vento, eriçando-me os pêlos,
arrepiando a pele, devolvendo a lembrança
de uma ausência que corrói…

Ausência dos braços que aqueceram,
dos lábios e olhos que me alimentaram,
agora são pouco mais que lembranças,
doces ilusões que eu amo.

As palavras, o toque, o cheiro,
tudo ainda impregnado em minha memória,
como se parte de meu próprio ser.

Mas são as lembranças, farpas cruéis
que ocultam a dor da ausência
para que a razão prevaleça.



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