O Terror…

é angustiante e opressivo. Durante toda a narrativa o interlocutor tenta apresentar os seus pensamentos em contraposiçào ás idéias de outros personagens, mas de uma forma ou outra novos fatos acabam por jogar em terra suas proposições. E várias casualidades ocorrem, pessoas aparecem mortas de maneiras terríveis e não existe um padrão, um comportamento típico; alguns métodos se repetem, mas logo são esquecidos ou inutilizados.
Então, existe algo estranho lá fora, sobre ou sob nós, espreitando, aguardando o melhor momento. Você sente isto durante a leitura, e acaba se chocando um pouco com o final; pois uma teoria é formulada, a mais possível, a mais provável, mas não necessariamente a correta. E o terror se vai, sem mais pistas, sem pena ou castigo.
E de certa maneira me lembra muito os episódios de Arquivo X.

Em seguida Ornamentos em Jade, com uma série de pequenos contos sem explicação, sem definição ou conclusão. Por fim, José Antônio Arantes escreve um pequeno posfácio do autor.
O livro parece mostrar o melhor, talvez o mais conhecido de Arthur Machen, que o tradutor compara a Lovecraft, Eliot, Oscar Wilde e Stephen King. Pessoalmente eu não conheço o suficiente dos autores citados para confirmar esta comparação mas o livro é uma boa leitura, com certeza.
O autor Arthur Machen é um ótimo exemplo de literatura de terror



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