Uma lápide para Harold

O grande dragão crava sua garra fundo no solo; o negro de suas escamas mesclando-se ao solo úmido e escuro. A segunda garra acompanha a primeira, erguendo largos blocos de lama num monte único.
Por algum tempo ele cava, com força e determinação. Então, subitamente pára e ergue-se sobre o buraco e observa a volta; seus longos olhos amarelados vibrando lentamente até pararem sobre um corpo envolto em linho branco, posto sobre a relva.
Ele alça o corpo lenta e suavemente e o pousa dentro da cova recém aberta. Ele hesita por um momento e então, empurrando a terra sobre a cova cobre o corpo novamente.
Sua garra se ergue ainda uma vez, para cravar um símbolo estranho em seu próprio peito, dentre algumas outras cicatrizes. E a lápide em seu peito sangra…



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