abr
26
2005
Sinceramente o livro me decepcionou um bocado. Tratando-se do célebre Mark Twain eu esperava mais da narrativa, mas ao contrário ela se tornou chata e enfadonha. A história é boa, com certeza, e até bem desenvolvida mas falta uma identificação com o leitor, ou uma linguagem mais cativante. Se fora escrito para crianças, ele nem de perto se compara a Saint-Éxupery ou JM Barrie; e, se ao contrário, como imagino ele o escreveu para adultos, está bem distante de Dumas ou de Conan Doyle.
Mas é um livro diferente, de linguajar e apelos próprios a uma época e situação que não se encaixam na realidade de hoje. Twain merece seus méritos mas as Aventuras de Tom Sawyer minaram a minha vontade de ler Huckberry Finn, pelo qual eu estava bastante empolgado
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abr
25
2005
Ótimas perspectivas para a semana que se inicia e para o mês de maio. Este mês, por falar nele, é um dos meus preferidos do ano; muitas pessoas que eu considero e admiro muito nasceram neste mês, dentre parentes e amigos próximos são uns seis. Haja dedicação.
Vou tentar me desdobrar para tentar atender a todos, e alguns além destes mas… reservando algum tempo para a minha princesa; porque ela merece. Foi um ótimo feriadão ao lado dela. Ás vezes eu me espanto o quanto consegui viver longe dela.
E quarta-feira talvez enfrentar Mordor…
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abr
18
2005
Estava divagando dia destes sobre a função o meu trabalho (para quem não sabe, eu sou webdesigner); e na definição de uma amiga em considerar o meu trabalho uma arte.
Eu não vejo as coisas deste modo, me considero muito mais um artesão do que um artista. Explico: meu pai é construtor naval, e fabrica navios mercantes. Os navios que fabrica tem a função de serem úteis, e também agregam certa beleza mas, não são uma expressão ou representação das idéias de um povo.
Assim como o meu trabalho, que eu acredito ser bastante útil, tem a função de tornar os websites usáveis e bonitos; mas em si não possui representação artística, ao menos da minha parte.
E por isso eu me considero um artesão; um artesão de bytes…
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abr
13
2005
Eu vi Metropolis ontem, ao menos tentei e é muito bom. Eu sempre curti muito o Katsuhiro Otomo e durante o filme torna-se óbvio que o roteiro é dele; por outro lado nunca gostei do traço do Osamu Tezuka, mas não posso dizer que não surpreendeu, e de uma maneira muito boa, vejam só.
Por outro ângulo, finalizei o Condenado hoje durante a manhã. Uma ficção e tanto do Bernard Cornwell que deixa muito pouco a desejar próximo a Busca do Graal e as crônicas de Artur. O final poderia ser melhor, eu acredito, mas ele conseguiu deixar aque gostinho de “quero mais!”
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abr
12
2005
O braço caiu, - peraí, pára tudo;… como assim caiu? - e caiu mesmo. Espatifou-se num ruído seco contra as pedras do piso. Estava seco e dormente a muito tempo, e agora, finalmente ele caíra. Os ossos estalaram e a pele desfez tal qual uma massa folheada. O conde olhou para seu ombro nu e supreendeu-se; não houve espanto ou desespero, mas havia a surpresa. Ele realmente não sabia que algo assim podia acontecer.
A perda não foi sentida de todo. O conde já havia perdido muito mais em vida; sua riqueza, sua glória e principalmente sua honra. Agora ele era cobrado por seus crimes, por todos os crimes aos quais lutou por não cometer. Mas de boas intenções,…
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abr
5
2005
Eu me sinto tão bem com o frio da manhã; estou disposto e tranqüilo. Notei que o frio opera mudanças em meu ser, trazendo uma estranha singeleza; algo branco e plácido ou negro e sombrio; e ambos ao mesmo tempo. Mas não há turbulência ou agitação, somente uma suave melancolia
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abr
5
2005
Cortes, arranhões, lascerações. Mas eu havia derrotado a fera; ao menos subjugado ela. E a batalha me deixou exausto e ferido, e eu novamente me recolhi à escuridão e ao frio; e eles eram a minha casa e eu sentia uma estranha familiaridade com a rocha fria.
Mas também para as sombras ela me seguiu; chegou de mansinho e me envolveu em seus braços. E a noite foi nosso manto e o vento nosso cúmplice…
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abr
4
2005
Eu ainda lembro a primeira vez que nos encontramos, e ele já era bem mais velho do que eu. Vigoroso é verdade, e ágil como uma lebre. Virtudes tão necessárias para um guia.
Foi a primeira vez que visitei o monolito da honra. Ele me acompanhou por boa parte do caminho, apoiado naquele cajado comprido. Seus passos eram confiantes e sua vista aguçada. Ele viu a rocha ao longe e me apontou a direção:
- Suba aquela colina e você encontrará.
Mas ele não foi além deste ponto. Eu o visitei uma outra vez, quando retornei ao monolito; mas ele não mais guiava as pessoas até lá. Estava cansado e abatido, mas algo no seu olhar lembrava a vivacidade e a certeza de outrora.
Hoje chegou uma carta, uma carta selada. Ele se foi para junto os anjos…
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