abr 12 2005

Punição

O braço caiu, – peraí, pára tudo;… como assim caiu? – e caiu mesmo. Espatifou-se num ruído seco contra as pedras do piso. Estava seco e dormente a muito tempo, e agora, finalmente ele caíra. Os ossos estalaram e a pele desfez tal qual uma massa folheada. O conde olhou para seu ombro nu e supreendeu-se; não houve espanto ou desespero, mas havia a surpresa. Ele realmente não sabia que algo assim podia acontecer.
A perda não foi sentida de todo. O conde já havia perdido muito mais em vida; sua riqueza, sua glória e principalmente sua honra. Agora ele era cobrado por seus crimes, por todos os crimes aos quais lutou por não cometer. Mas de boas intenções,…

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