maio 30 2005

Kill Bill

é bom… e o Tarantino é um FDP. Estou louco para ver Sin City

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maio 24 2005

Resenha: Drácula

Findei o Drácula neste final de semana, e posso dizer que gostei muito. O livro tem um clima opressivo e angustiante típico de um filme de terror, mas deixa a imaginação livre para criar as cenas como quiser. Os personagens são fortes e, sem exceções, extremamente virtuosos.
Existem alguns pontos ruins é claro; como o livro é narrado em cartas, algumas surpresas ficam inexpressivas por serem registradas após o impacto do autor (fictício); o clima se torna um pouco repetitivo em alguns momentos; e o desfecho é um tanto rápido e simplório demais, sem o impacto do filme. Este, dirigido pelo Coppola e composto de grande elenco é uma pérola do cinema que eu pretendo rever em breve.
Voltando ao livro; eu destaco o capítulo escrito em diário de bordo pelo comandante do navio que transporta o conde para a Inglaterra. O terror se torna praticamente pálpavel neste trecho

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maio 17 2005

Resenha: A Cruzada

Assisti a Cruzada (Kingdom of Heaven no original) neste domingo com a minha namorada. A minha avaliação do filme é muito boa e eu recomendo a todos aqueles que gostam de ambientações medievais e alguns questionamentos filosóficos ou teológicos. Claro que existem batalhas, sangue e espadas, mas isto é inerente da ambientação; e pouco se destacam diante do desenvolvimento da trama. As tramas por detrás do trono e da atuação das ordens são as características mais marcantes.
Como pontos falhos ficam o nome do filme na versão nacional, que pouco condiz com o sentido da trama; e a visão unilateral dos conflitos da época, na qual (no filme) os Templários são os responsáveis por todo o mal e as outras ordens (Hospitalários, Teutônicos e afins) permanecem como os “mocinhos” da história. Ao menos para aqueles que acreditam que “todos são inocentes até que se prove o contrário”, esta generalização acaba soando falsa, taxando toda uma ordem pelo erro de dois homens.
Algum de vocês pode considerar isto um pouco protecionista demais, como uma defesa aos “terroristas medievais” mas, eu acredito que todo ser humano deve ter julgamento justo, mas bem… isto já é uma outra história

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maio 16 2005

Ela deixou o Silêncio

ela deixou o silêncio

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maio 13 2005

Vida. Ano I

Um ano que se passa, um ano que se vai
trezentos e sessenta e cinco dias de dedicação,
doze meses do mais puro despreendimento,
e cada vez mais eu a amo por tudo isto.

Quando pareceu não haver limites para a solidão,
e quando as lágrimas surgiram silenciosamente
a luz perfeita despontou de um sorriso contagiante.
Como podem conviver ambos em tamanha harmonia?

E por mais distantes, por mais perdidos que estivéssemos,
sabíamos sempre do coração que vigoroso pulsaria
em igual compasso e com idêntica finalidade.

Porque este ano, um laborioso e difícil ano
promete fazer-se somente o primeiro
de uma vida repleta da mais tenra cumplicidade

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maio 13 2005

Anoitece em Ravenloft

O livro do Bram Stoker parece estar me despertando para o terror. Me sinto, n’alguns dias, muito próximo das fornteiras de Ravenloft. Todas as batalhas que ocorreram nestas semanas parecem me preparar para isto. Estou temeroso. Algo dentro de mim parece pronto para realizar o que for necessário; mas meu corpo todo está em choque pela expectativa: os nervos agitados, a mente confusa, sentidos em alerta máximo.
Neste final de semana eu só queria deitar e descansar sobre a relva; colher os frutos que plantei e admirar os resultados do meu esforço; mas o esforço parece não ter fim. Alguém surge das sombras novamente.
E minha rainha anuncia sua partida.
Tudo parece sombrio…

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maio 11 2005

Horizontes

Algumas perspectivas para o final de semana. estamos completando um ano inteiro juntos. Ás vezes eu mal consigo conceber a idéia de uma pessoa assim tão especial permanecer comigo por tanto tempo, e noutros eu penso que pode ser tão pouco perto de tudo o que podemos construir juntos.
Muita coisa mudou neste ano… ela me arrebatou de meu confortável refúgio de cinzas e sombras e me mostrou um vale banhado pelo orvalho da manhã. E eu desejei este vale, e lutei por ele. E ela lutou ao meu lado.
Distantes, não conseguimos evitar de pensar um no outro; próximos não prestamos atenção em anda além no mundo (o que pode ser uma grande desvantagem). Mas nós nos amamos, e creia, isto vale para mim muito mais do qualquer outra coisa.
Apesar do cansaço da semana, a presença dela é como um bálsamo rejuvenescedor, que me desperta e encoraja. E é esta sensação que eu desejo pelo resto dos meus dias, além é claro, da satisfação em ver que estou despertando sorrisos de incontida felicidade em seu rosto tão lindo

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maio 9 2005

Sob a Vingança do Conde Dracul

Sombras moviam-se velozes, unindo-se aos uivos que o perseguiam, e aos passos suaves de seus caçadores. A floresta envolvia-o em escuridão semelhante a noite, ainda que a alvorada a pouco houvesse despontado.
Herr Leutner estava ofegante e o suor gotejava abundantemente pela face, borrando a visão. Havia descartado os óculos assim que estes caíram e trazia na mão o paletó surrado. as calças magras estavam cobertas de terra e pó e a camisa somente permanecia branca por estar coberta pelo colete cinzento.
Parou ao lado de uma árvore e censurou-se por voltar aos Cárpatos e desafiar a vontade do conde. Agora ele não possuía refúgio ou salvação; a morte estava a seu encalço, munida de presas afiadas e mandíbulas fortes, de porte ágil e patas silenciosas.
Mas o austríaco não se deu por vencido; munido de determinação imprevisível desviou-se de seu caminho em direção a um monte próximo. O vento açoitaca-lhe os cabelos grisalhos, chicoteando-lhe os olhos, mas o altivo senhor não exitou, galgou ainda outros tantos metros até o topo da escarpa.
Avistou-se então o terror que o perseguia, deixando as árvores silenciosamente, com olhos rubros e gengivas a mostra. Cercavam-no, pouco a pouco, vindo de todos os cantos do bosque, avançando para o monte lentamente. Atacariam todos de uma única vez.
Herr Leutner tremia de frio, mas transpirava em febre. E em seus olhos opacos a determinação de um hussardo não havia se apagado…

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maio 5 2005

O Corvo da Tempestade

inspirado no Ás Inimigo e nos encartes de Top Gun

Amanheceu nevando, e então tivemos que decolar no mau tempo; novamente.

Eu tenho medo de voar nestes dias, não por não confiar no meu ‘Spit’ ou na minha capacidade como piloto; mas eu tenho medo do que o inverno pode trazer. Ouvi relatos dos franceses sobre um Focke-Wulf que voa solitário sobre os céus da Normandia durante os dias de nevasca; e vi mais carcaças e corpos do que aqueles abatidos pelos obuses prussianos.

O Rolls Royce sob a fuselagem estala e geme sob o peso das hélices, mas resiste as investidas do vento e do frio. Abaixo do avião carregamos uma vasta carga de bombas que deve rechaçar as tropas nazistas.

Ao longe vejo as luzes das vilas e lembro minha pequena e bela Lucy a esperar por mim em Chelsea. Minha mente vagueia entre as lembranças de casa e meus companheiros da base. Deixamos uma caixa com nossas unhas recém-cortadas; algo que nossos entes queridos possam enterrar no lugar de nossos corpos, caso não sejam encontrados.

Um calafrio estranho escala minha coluna, mediante a perspectiva de tal acontecimento. Estremeço e quase não percebo quando outro caça se aproxima de minha asa direita. Olho estarrecido para o pequeno avião, um Focke-Wulf de nariz achatado e fuselagem enegrecida. O motor quase não emite ruído, mas é possível ouvir a gargalhada de um piloto inexistente dentro da cabine…
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maio 3 2005

O Inverno Voltou

O inverno voltou, mas chegou um pouco atrasado. Me encontrou gripado, de colete e sobretudo e com o cachecol a volta do pescoço. O inverno voltou; e eu estou contente com isto

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