Sob a Vingança do Conde Dracul

Sombras moviam-se velozes, unindo-se aos uivos que o perseguiam, e aos passos suaves de seus caçadores. A floresta envolvia-o em escuridão semelhante a noite, ainda que a alvorada a pouco houvesse despontado.
Herr Leutner estava ofegante e o suor gotejava abundantemente pela face, borrando a visão. Havia descartado os óculos assim que estes caíram e trazia na mão o paletó surrado. as calças magras estavam cobertas de terra e pó e a camisa somente permanecia branca por estar coberta pelo colete cinzento.
Parou ao lado de uma árvore e censurou-se por voltar aos Cárpatos e desafiar a vontade do conde. Agora ele não possuía refúgio ou salvação; a morte estava a seu encalço, munida de presas afiadas e mandíbulas fortes, de porte ágil e patas silenciosas.
Mas o austríaco não se deu por vencido; munido de determinação imprevisível desviou-se de seu caminho em direção a um monte próximo. O vento açoitaca-lhe os cabelos grisalhos, chicoteando-lhe os olhos, mas o altivo senhor não exitou, galgou ainda outros tantos metros até o topo da escarpa.
Avistou-se então o terror que o perseguia, deixando as árvores silenciosamente, com olhos rubros e gengivas a mostra. Cercavam-no, pouco a pouco, vindo de todos os cantos do bosque, avançando para o monte lentamente. Atacariam todos de uma única vez.
Herr Leutner tremia de frio, mas transpirava em febre. E em seus olhos opacos a determinação de um hussardo não havia se apagado…



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