jun
30
2005
E foi-se também o Mestre Gil de Ham. Não sei se estou com muito tempo livre (o tempo a caminho é maior agora) ou se estou com um apetite literário realmente grande, mas o fato é que entre idas e vindas finalizei mais um livro nesta semana. Estou em dúvida quanto ao próximo: o Hobbit, talvez?
Quanto ao Mestre Gil de Ham
Junto ao Roverrandom completam as histórias fora-Terra-Média do Tolkien publicadas no Brasil. Ambas são simples e bastante engraçadas, embora pequem um pouco no carisma comparado ao Hobbit. O Personagem principal, Gilles é um fazendeiro pacato e nem um pouco corajoso que se vê em encrecas realmente grandes para o seu tamanho.
Graças a um pouco de sorte e ajuda de sua fiel égua cinzenta, Gil não só consegue vencer os desafios quanto adquire fama e riqueza lendárias. Vai um destaque especial para o cachorro puxa-saco e para o dragão ardiloso.
O estilo bem-humorado de Tolkien empresta um sabor engraçado a história, que tenta explicar a origem dos nomes de alguns dos povoados no interior da Inglaterra.
Junto ao livro, foi anexada uma versão anterior do conto, muito mais simples e de leitura ainda mais simples, que eu gostei ainda mais, por possibilitar a história ser contada por um pai dedicado, coisa que o autor gostaria muito, creio eu
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jun
28
2005
Um baque surdo, uma pontada no peito; lacerante. Olhou para baixo e viu a seta preateada despontando da carne, pulsando, tremendo. Sem grandes danos, afinal só havia arranhado aquele contador maluco ali dentro. Ergueu a espada na mão direita e avançou correndo para a vida, destemido ou completamente idiota.
Mas havia algo mais; algo que os outros não sabiam… algo sobre uma flor branca no bolso interno do casaco e de um sorriso impresso em sua mente…
[o futuro ainda me amedronta, mas meu coração não me permite desitir sem lutar]
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jun
27
2005
Terminei a pouco de ler o “Cavaleiro Inexistente” do Italo Calvino. O livro é fantástico na idéia e nas questões filosóficas, mas peca um pouco na narrativa, especialmente no desfecho. Creio que se deve um pouco ao estilo rápido de narrativa do autor. Um livro pequeno, que entretém tranquilamente uma viagem de ônibus.
O livro narra a saga de um cavaleiro bravo e honrado que é posto em dúvida quanto ao seu direito ao título de cavaleiro e ao nome que possui. O problema é que este título é tudo o que este cavaleiro é, realmente; além de uma armadura que move-se sozinha por pura vontade do tal Agilulfo (esse é o nome do improvável sir).
Então o cavaleiro inexistente é uma fábula de dedicação e ideais tão pouco encontrados hoje em dia, representados num cavaleiro que não existe. Sinceramente não sei porque a Dani me presenteou com este livro (ironia)
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jun
27
2005
I found one for you, kiss your cheak, say bye, and walk away
Don’t look back…
O inverno traz de volta o frio e um estranho aperto no coração. Dói fundo quando eu respiro, mas eu lembro que a esperança é alimentada da coragem e da boa vontade e sigo em frente.
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jun
25
2005
Esta farpa de metal afiada
presa numa haste longa
crava o peito e por muito
ali permanece
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jun
22
2005
Por que a neve cai dos céus? As pessoas não sabem o porquê, só sabem que sentem frio… Contudo, saberá a neve que causa tamanho frio nas pessoas?
- Itto Ogami, em Lobo Solitário
O inverno iniciou-e finalmente, e veio coberto dum manto sombrio, acompanhado pela alva lua cheia e pelo gélido vento sul. Será outro inverno perfeito?
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jun
21
2005
Frio; ela ainda sentia o frio. Era estranho, e inesperado, mesmo porque não havia pele para tremer, ou nervos para sentir, nem mesmo carne ou ossos ela possuía. Somente um bloco rígido de vidro opaco que ostentava uma aura alva fantasmagórica; especialmente durante as noites de lua clara.
A rainha de vidro permanecia de pé no centro do jardim, cercada por cravos vermelhos e brancos. Na base rochosa crescia lentamente uma trepadeira de folhas pequeninas e muito verdes. O inverno já vinha avançando e o jardim ainda não havia perdido suas cores, como que uma corte, que não se dissipa antes da despedida de sua rainha. Esta, por nunca haver temido o frio, não possuía motivos para abandonar seu esquife cristalizado.
Mas hoje a rainha sentiu o frio; um frio estranho que partia de dentro, crescendo pela coluna invisível e arrepiando-lhe a nuca. Um frio muito mais palpável do que uma mera sensação; muito mais aterrador do que um simples pressentimento
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jun
20
2005
A lua no céu abre um rastro,
um riacho prateado e brilhante
que corre por entre as nuvens
esmaecendo no sombrio da noite.
Léguas e léguas abaixo,
num banco de praça gélido
meu coração se aquece lentamente
enquanto teus lábios cobrem os meus.
Eu sonho com a lua,
e sem deixar da terra os pés,
vôo pelo sombrio estrelado.
E caio enfim, léguas abaixo,
para o conforto outrora sonhado
do prateado dos teus lábios
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jun
16
2005
Ao longe avisto a silhueta tua,
pequena e escura sombra contra o horizonte;
tua ausência me torna prisioneiro
de grilhões forjados de minha própria vontade,
unidos pelos elos etéreos de teu cativar;
Aquele que agora me oprime,
a causa da minha perturbação,
o sentimento mais freneticamente desejado;
apodera-se de mim como o ópio
que possui do viciado corpo e mente
como templo de seu ritual sinistro;
Este algoz, que priva-me de minha liberdade,
minha escolha, meu adorado sacrifício,
é meu tesouro mais precioso;
Quando me deixas rumo a teu horizonte
livra-te de uma pequena e alva pena,
uma gota do teu amor somente,
doce e amarga, tal qual o mel e a canela…
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jun
13
2005
Feliz dia dos Namorados… a todos aqueles que já encontraram uma princesa ou um príncipe para compartilhar das conquistas e anseios, das dúvidas e temores. A todos estes, que não temem lutar, pois têm uma alma-irmã ao lado, uma chama viva e forte dentro do peito,…
E a todos aqueles que ainda não o encontraram… perseverança e coragem no caminho, porque tesouros maravilhosos sempre aguardam por bravos aventureiros. A estes, nada mais justo que compartilhar o dia de hoje com os amigos; e porque não, com aqueles citados acima.
E que a vida venha, como uma guerra, trazendo fúria e paixão aos corações desalentados..
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