O Reino do Horizonte

A névoa da manhã aos poucos se dissipa, deixando somente o cinzento do céu acima de mim; e eu me sinto em casa, habitando a Vastidão.
Para todos os lados imensos vales de solo ressecado interrompidos ocasionalmente por um monte rochoso e solitário. Existem as árvores é verdade, porque mesmo aqui elas não deixariam de crescer; bosques de nodosos pinheiros que exibem, variando um pouco da imaginação de cada visitante, um pouco de verde ou marrom.
Mas, tudo o que não é monocromático, é tingido parcialmente em pardo ou num azul estranhamente opaco.
O sol que acaba por surgir, despontando no horizonte, traz uma luz branca e pura, um conforto para os olhos acostumados a ausência de toda a cor. Estranhamente a aurora parece um pouco mais viva, o céu mais azul e o vale mais verde; exatamente onde o sol toca o solo.
Ainda existe horizonte, e é para lá que meus pés se dirigem



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