Chegando em Casa…

As muralhas ainda são compostas pelas mesmas pedras e encimada pelas mesmas grades de ferro repletas de lanças e farpas. Tudo para afastar visitas indesejadas. Eu não uso a ponte, ao invés, contorno o fosso e o atravesso em determinado ponto, com água na altura do peito. Do outro lado só a parede.
É o caminho mais difícil, mas é minha porta de entrada mais segura e eu subo, me apoiando nas frestas entre as rochas, machucando os dedos que mal sentem, tamanho o frio a meu redor.
Há um pequeno rompimento na cerca metálica; grande o suficiente para um homem, e é por aí que eu entro. Talvez a entrada não seja larga o suficiente, pois ouço o som de tecido rasgando e só depois percebo a mancha vermelha em meu tórax. Voltar para casa sempre exigiu muito esforço, e este nunca foi sem marcas.
Mas eu consigo trazer a mochila em segurança para dentro, e isto me deixa tranqüilo. Sentado sobre o caminho de ronda eu abraço forte o pacote de lembranças, ainda quentinhas e pulsantes; e novamente o frio me invade



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