ago 11 2005

O Cessar da Chuva

Estico os braços ao redor do meu tórax, buscando inutilmente tapar o buraco em meu peito. Porque ele dói mais enquanto o vento me atinge. Acho que ele sempre esteve aí, mas nunca tão frágil… a flecha que rasga e oprime o miocárdio, aquele pequeno pedaço farpado que ainda ficou dentro mim.
Busco um abraço que não existe no frio da noite. O vento sul invade meu quarto pela janela, junto ao ruído e ao cheiro da chuva; penetra no meu peito e enregela. Durmo com os olhos repletos de lágrimas, orando para que haja força e determinação suficientes para o futuro.
E, quando acordo… a única coisa que mudou foi o cessar da chuva

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