ago 19 2005

Os Gemidos

Ele contorce-se em dor, fecha as duas mãos sobre o corte no pescoço e tenta gritar, mas não consegue. Eu baixo os olhos e me deparo com os seus, me fitando. Ele parece suplicar por ajuda, parece ainda pequeno e inocente.
Eu o seguro pelas asas manchadas e o ergo, compassivo. E então ele se abraça a mim, me enlaçando forte, forte demais.
Pressiona a flecha em meu peito que dói. Eu posso ouvir no quase-silêncio o seu sorriso sarcástico e me descubro novamente enganado, iludido nas artimanhas do Amor

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ago 19 2005

Brados no Silêncio

Ferio esteve lá em casa, mas não conversamos tanto; eu estou um pouco calado. Mas houveram conversas boas ontem que parecem ter surtido bons resultados; embora nunca para mim. Continuo erguendo meus brados ao vazio, e somente uma resposta chega aos meus ouvidos: os gemidos

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