Lápide
um anjo branco sobre o monte
aos pés de uma frondosa macieira
vela paciente pelo sono
doutro que não alcançou suas asas
um anjo branco sobre o monte
aos pés de uma frondosa macieira
vela paciente pelo sono
doutro que não alcançou suas asas
A vida vai… mas também se renova…
Me vejo envelhecer, enquanto esta pequenina rainha se torna consciente de sua vida, senhora do seu destino; enquanto a vida passa pelos olhos inertes presos ao esquife de madeira; enquanto uns se vão, outros se casam, outros ainda simplesmente vivem.
Contrariado, eu celebro a Vida; ao meu jeito, aguardando pacientemente o retorno da minha Morte amada
Eu voltei a oficina do grandioso Forjador de Almas, que me toma em suas mãos e analisa com olhos críticos.
- Somente um dia – diz ele – o aço no coração da lâmina foi danificado. Sem reforjá-la, não há muito a fazer, a não ser esperar que não se parta.
Ele está tomando precauções, forjando calços e suportes…
E eu aguardo pelo resultado.
Programa do Momentos em Pauta:
Parte 1:
- Além do Arco-Íris (da obra Mágico de Oz)
- Fascinação (clássico de domínio popular)
- Ponta de Areia (Milton Nascimento e Fernando Brandt)
- Acalanto para Beatriz (Bontzye Schimdt Sandoval)
- Mourão (Guerra Peixe)
- Bachianinha nº 1 (Paulinho Nogueira)
Parte 2:
- March from “Schipio” (Georg Frideric Handel)
- Agnus Dei (Georges Bizet)
- Passacaglia (William Walton)
- The Giant Fugue (Johann Sebastian Bach)
- Concerto Grosso para dois violinos e orquestra A menor op. 3 nº 8 (Antonio Vivaldi)
Me indignou ouvir esta frase, porque pareceu egoísta mas, sobretudo imensamente injusta. O meu sentimento parece pobre e sem-sentido, parece insignificante…
Não que eu realmente sofra mais do que qualquer um mas, será que alguém além de mim pode sentir o que eu sofro? Eu penso nisto ao notar olhos tristes nas outras pessoas… como eu poderia me comparar se não posso sentir o que elas sentem?
E então me preocupo, e cada dia mais pareço um idiota ao fazer isto. Nota-se da frase acima o quanto a minha preocupação é correspondida.
O pior é ouvir isto de uma pessoa que você considera muito
Penas e mais penas,
herança das asas agora rompidas,
cacos e fiapos, trouxas sem vida,
de uma nova queda
esta estava perdida em meu caderno a algum tempo
Tudo o que jamais sonhei
realizou-se num ano,
como que por mágica
a felicidade tornou-se real.
Contos de fadas não teriam
dias mais radiantes,
sorrisos mais sinceros,
cavaleiros mais felizes.
Mas, diferente dos contos de fadas,
minha história não se torna real,
o monstro não é derrotado
e não há um “felizes para sempre”
Não me deixa só,
invade meu quarto, meu sono, minh’alma
toma meus temores e brinca,
deliciada em seu gosto doce.
Me abraça,
estica suas garras, presas, farpas,
consome minha carne pútrida
com a voracidade de um chacal.
Me toca, me toma, me ama…
e as marcas em meu leito
não desaparecem pela manhã.
É só sangue, volúpia e desespero,
sustento de suas vontades,
fria e amarga Escuridão
Estava tentando criar rimas neste verso ontem. Consegui várias, embora nenhuma tenha permanecido até esta manhã… ah, eterealidade! Fui a apresentação da Jana na Semana de Letras e História da UNIVALI e descobri que a Bruna também ia para lá. Muito boa a apresentação, em especial os de Drummond e Castro Alves.
E depois, longas conversas com meu amigo Paulo, sobre o futuro e o passado.
Se você fosse uma peça de xadrez, qual você seria?
Ás vezes penso em meus olhos como espelhos;
certa vez refletiram as estrelas que luziam num céu noturno,
hoje, nebulosas espirais cinzentas