set 20 2005

[…]

Não me deixa só,
invade meu quarto, meu sono, minh’alma
toma meus temores e brinca,
deliciada em seu gosto doce.

Me abraça,
estica suas garras, presas, farpas,
consome minha carne pútrida
com a voracidade de um chacal.

Me toca, me toma, me ama…
e as marcas em meu leito
não desaparecem pela manhã.

É só sangue, volúpia e desespero,
sustento de suas vontades,
fria e amarga Escuridão

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