out
31
2005
Lembro de ter lido certa vez no Irish Folk and Faerie Tales sobre o Samhain, que ocorre no hemisfério norte na noite de hoje, e amanhã a noite começam as festividades do Día de los Fieles Difuntos. Mas é só isto; para mim muito trabalho de faculdade.
Ferio e a Ruko se juntaram lá em casa para ver Noir e os Simpson; a Juliete apareceu depois, o que rendeu sorrisos e sangue. Mas a pizza foi boa ontem, e em ótima companhia. E decididamente, eu não sirvo para jogar boliche
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out
28
2005
Me descubro minguante, pequeno e opaco
contra a imensidão de curvas bruxuleantes
e pequenas contas radiantes,
belas e furiosas como teus olhos
Me descubro minguante, ao fim de uma era
ao ter completado um ciclo, mais uma volta,
cansado e perdido nas sombra
da escuridão que reina em meu peito
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out
27
2005
O que restou do final de semana. As memórias vieram em vermelho sob a voz da Cristina e a Espada com um bilhete bem humorado; infelizmente não pude usá-la para abrir o próprio bilhete mas, ao contrário do que ela pensa, vai ser muito útil neste aspecto.
Mas o final de semana teve um legado maior, de orgulho pelos jovens que eu acompanhei (de longe) por dois anos, pela paz conquistada entre corredores de mármore branco e cinzento, pelo consolo dum abraço inesperado
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out
24
2005
Barulho de gaveta contra os acordes pesados da banda Children of Bodom ao fundo. A peça de metal preto é fria ao toque, tão diferente do outro metal, que incendeia em seu peito. Ambos são difíceis de suportar; mas no fundo é só metal, negro e pesado. A música chega ao auge e o metal estala em suas mãos.
Bang, bang! O metal negro queima em suas mãos enquanto o outro esfria em seu peito; tingindo de vermelho o chão da sala
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out
21
2005
sobraram cinzas, ruínas e restos
duma alma muitas vezes fraturada
dum espírito que se cansa
de voltar-se contra si mesmo
outono, amareladas as que caem
sobre o cinzento do asfalto,
sobre o futuro desolado
de um não-tão-cavaleiro jovem
juventude que se esconde
nos distantes olhos cizentos
repletos das rugas do tempo
das preocupaçãos do futuro
e que nunca virá, onírico,
oculto nos sonhos onde não-tão-joviais cavaleiro
caminham pelas ruínas outonais
de uma alma muitas vezes fraturada
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out
19
2005
A saudade tem um gosto estranho,
parece canela ás vezes
doce e por vezes amarga.
A saudade fere quando doce,
pois eu prefiro salgado
mas sou louco por mousse de maracujá.
A saudade quando amarga
reanima como o conhaque
aquece noites de frios sonhos.
A saudade não explica, ou complica,
ela simplesmente pulsa e dói
inebria e queima, sufoca no peito.
Tento, desta maneira bastante incomum
encontrar desculpas para realizar algo
que não só da coragem basta…
Escrevi um texto sobre recordações certa vez
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out
17
2005
Chegou em casa cansado, mas foi recebido pela garota no sofá com um sorriso capaz de descongelar o Tibet. Perguntaram-se como foram o dia e ela tirou de suas mãos as sacolas com compras: pão, manteiga, molho de tomate. Seguiu-se um beijo longo, completo por um abraço cúmplice. O cansaço nunca pareceu tão bom.
Preparava o macarrão enquanto ela colocava uma de suas músicas preferidas e rodopiava pela sala. Mas por fim, veio ajudá-lo a cortar a cebola, a salsa e os pimentões. Não era tão boa cozinheira quanto ele, o que obrigou-o a cortar novamente os ingredientes, um pouco menores.
Jantaram juntos, a luz do abajur, na pequena mesa redonda da cozinha. Ela não pareceu muito faminta pois ele teve que jogar no lixo quase todo o macarrão de seu prato. Devia estar cansada. Ele a tomou nos braços e levou-a até a cama, fazendo-lhe cafunés. “Eu te espero” – disse enquanto ele corria para o banheiro.
Voltou de pijamas e cabelo molhado e deitou ao lado dela. Abraçaram-se forte, mas os braços dele só conseguiram alcançar seus próprios ombros e então havia somente frio na cama vazia
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out
16
2005
Porque sozinho? Tenho a escuridão a me acompanhar, mesmo quando o sol se revela alto, ela se esconde dentro de mim a revirar meus órgãos e alimentar-se dos meus fluídos. Emagreço, desapareço. A solução parece tão óbvia, tão simples; e ainda assim eu a resisto. Não me dou por vencido, não para a vida. Entregarei minhas armas diante da presença augusta da minha amada Morte somente.
Mais algumas horas na forja e estarei reparado
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out
14
2005
Nesta rua, nesta rua tem um bosque,
que se chama, que se chama solidão;
dentro dele, dentro dele mora um anjo,
que roubou, que roubou meu coração.
…
Eu nunca gostei muito da cultura brasileira, mas o folclore em especial me atrai muito… descobri isto vendo “Hoje é dia de Maria” ontem. Pode parecer estranho, mas as cantigas, os personagens (mesmo aqueles estrangeirismos adaptados) eu considero muito ricos. Gosto de peças de teatro e concertos, porque em sua maioria evocam este foclore popular. É um vibe diferente, mas eu me sinto atraído.
Hoje tem mais
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out
13
2005
Acho que eu nunca a quis tanto quanto a quero hoje. Pensava nela, desejava-a é verdade, mas não com esta ansiedade. Quero que ela venha logo, que diga “Desculpe por te fazer esperar tanto” e me abrace forte. E que nada mais precise ter sentido
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