Mar do Esquecimento

Chegou em casa cansado, mas foi recebido pela garota no sofá com um sorriso capaz de descongelar o Tibet. Perguntaram-se como foram o dia e ela tirou de suas mãos as sacolas com compras: pão, manteiga, molho de tomate. Seguiu-se um beijo longo, completo por um abraço cúmplice. O cansaço nunca pareceu tão bom.
Preparava o macarrão enquanto ela colocava uma de suas músicas preferidas e rodopiava pela sala. Mas por fim, veio ajudá-lo a cortar a cebola, a salsa e os pimentões. Não era tão boa cozinheira quanto ele, o que obrigou-o a cortar novamente os ingredientes, um pouco menores.
Jantaram juntos, a luz do abajur, na pequena mesa redonda da cozinha. Ela não pareceu muito faminta pois ele teve que jogar no lixo quase todo o macarrão de seu prato. Devia estar cansada. Ele a tomou nos braços e levou-a até a cama, fazendo-lhe cafunés. “Eu te espero” – disse enquanto ele corria para o banheiro.
Voltou de pijamas e cabelo molhado e deitou ao lado dela. Abraçaram-se forte, mas os braços dele só conseguiram alcançar seus próprios ombros e então havia somente frio na cama vazia



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