Cinzas, Ruínas e Restos
sobraram cinzas, ruínas e restos
duma alma muitas vezes fraturada
dum espírito que se cansa
de voltar-se contra si mesmo
outono, amareladas as que caem
sobre o cinzento do asfalto,
sobre o futuro desolado
de um não-tão-cavaleiro jovem
juventude que se esconde
nos distantes olhos cizentos
repletos das rugas do tempo
das preocupaçãos do futuro
e que nunca virá, onírico,
oculto nos sonhos onde não-tão-joviais cavaleiro
caminham pelas ruínas outonais
de uma alma muitas vezes fraturada