nov
30
2005
“My own land has closed its gates on me
All alone in world, it’s scaring me”
Fui despertado num sussurro. De sobressalto eu me ergui e me descobri sozinho, acompanhando o crepitar próximo da fogueira que pouco a pouco se extinguia. O exílio era frio e a pequena chama em nada podia se comparar a minha lareira de outrora, tampouco o chão se assemelhava a minha cama. Mas isto quando eu tinha um lar, um lugar que pudesse chamar de meu.
Então eu percebi os olhos, pequenas contas que refletiam o brilho das chamas. Por não mais que um instante eu os vislumbrei, e então sumiram, acompanhados do som furtivo de passos leves e rápidos.
Eu sei a quem aqueles olhos pertencem, sabia sem mesmo ter visto seu rosto. Foi ele que me acusou, provocou meu julgamento e meu exílio, forjou desconfiança no seio da terra que era minha. E então fui dispensado; meus serviços não eram mais necessários, não era mais um cavaleiro. Tomou tudo o que me pertencia, meu posto, meu lar, o pouco de felicidade que tão arduamente eu construíra.
E agora me segue no exílio, farejando meus passos, observando minha queda e se vangloriando nela. O que quer com isto?
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nov
29
2005
Estendeu para mim sua mão, calejada do trabalho, uma mão nobre, de um homem correto, integro, honrado. E eu a agarrei, porque precisava de ajuda para me erguer e galgar as escarpas rumo a superfície, o que era difícil e penoso. A mão amiga era tudo que eu tinha.
Agarrado com força eu a machuquei, senti o gosto do sangue descendo por entre as presas, era quente, suave e amargo. E ele sentiu a dor por aproximar-se a um monstro imundo e cruel. Assim eu era.
Assim que meus olhos avistaram os campos a volta senti o peso da confiança nos grilhões frios que me ataram ao pescoço. Numa corrente em aço enegrecido me prenderam, a uma grande rocha me ataram; de modo a vislumbrar toda a beleza da vida ao meu redor, tendo somente a rocha árida por lar.
E eu era assim, um monstro imundo e cruel, um Fenris agrilhoado…
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nov
25
2005
pretérito perfeito, presente imperfeito, futuro?
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nov
20
2005
Hoje o tão prometido cinema, fui ver o Corpse Bride do Burton… e o filme pareceu ótimo; ao menos a parte em que eu me concentrei para ver. (spoiler) Gosto dos personagens góticos que se desfazem no final das histórias, mas gostei ainda mais do sorriso duma princesa ao meu lado, de seu cheiro doce e da maciez dos seus lábios. Houveram carícias, afeto, um desencantar e talvez um novo encantamento.
Novas estrelas, novos horizontes…
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nov
19
2005
Estava ouvindo Aina – The Metal Opera ontem; e eu achei muito bom. Tem alguma coisa no arranjo que não me agrada tanto, mas eu gostei bastante.
Bem, e para quem quer notícias da minha mãe; ela tá legal. Tem que passar a maior parte do dia ‘de molho’ e sem fazer tarefas que requeiram que ela fique de pé portanto, eu tou encarando aquelas coisas simples como vassoura e fogão. Falando nisso, eu e o fogão estamos numa fase legal, estamos nos conhecendo e talz
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nov
17
2005
High above, at the edge of the world
We’re searching for glory and peace
When the time has come, you will see
Our return to the land of the free
- Land Of The Free
Foi assim que começou… e teve também ‘Heaven can Wait’, ‘Rebellion in Dreamland’ e ‘Send me a Sign’, e mais uma porrada de coisa. Meu pescoço tá nem um pouquinho enferrujado, e eu consigo cantar junto. Bem, valeu o investimento.
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nov
14
2005
Goodbye my friends, I’m leavin’ you today
My quest is hard, but I must be on my way…
Gamma Ray quarta-feira?
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nov
11
2005
… e como lendas nós somos lembrados por nossos feitos e por nossa bravura. Mas tudo isto parece um tanto vazio quando você nota que, diferente daqueles por quem lutou, você nada conquistou. Nem um lar, nem algo para chamar de seu.
Estou conquistando algo, depois de muita luta e muito desânimo. Mas eu não desisti. Não tenha sido fácil, mas eu sempre acreditei na recompensa merecida, mesmo que não seja aqui.
Mas eu entendo a sina do cavaleiro sem lar como poucos nestas terras. Talvez porque viemos do mesmo deserto e travamos as mesmas batalhas. Irmãos em armas. Como poucos que já encontrei.
Somos lendas, lendas vivas. E é triste tornar-se uma lenda antes que tenha vontade de descansar.
Minha espada e minha grande guerra
Inicialmente postado em Quinta-feira, Junho 24, 2004
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nov
10
2005
Saudades de pessoas… das pessoas que têm um pedaço de mim.
Saudades dos amigos e irmãos que lutaram ao meu lado, que estenderam a mão para me erguer, que alegraram-se no meu orgulho e na minha vitória, e me consolaram em minhas perdas e quedas.
Saudades das confidências, da casa de minha avó e da melancolia nas músicas dos meus tios.
E, apesar de tudo isto, ansiedade. Pela aurora que ameaça surgir no horizonte e pelas batalhas que ela trará
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nov
8
2005
Ainda na vastidão cinzenta, caminhando pelos bosques sombrios, tão antigos quanto a própria terra; diviso, por entre as árvores um pequeno facho de luz descolorida. Ele brilha tímido por dentre os galhos e troncos retorcidos, fugindo do meu olhar para reaparecer logo em seguida. Deixo Nadia a beira do caminho e avanço sozinho por entre as árvores.
A escuridão me envolve com um abraço gelado, mas em meus olhos somente o pequeno facho de luz têm lugar, desenterrando as velhas lembranças, dos tesouros que tive de deixar para trás.
Pouco a pouco a luz toma forma, enquanto me aproximo; uma pequena flor de pura radiância crescendo junto as raízes das urzes, suas pétalas vibram com o ar, parecem queimar em pequenas ondas de luz confortante. A pequena rosa parece possuir alguma cor, mas para mim, a delicadeza imperturbável dela é branca, alva como a luz da lua.
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