My Land

“My own land has closed its gates on me
All alone in world, it’s scaring me”

Fui despertado num sussurro. De sobressalto eu me ergui e me descobri sozinho, acompanhando o crepitar próximo da fogueira que pouco a pouco se extinguia. O exílio era frio e a pequena chama em nada podia se comparar a minha lareira de outrora, tampouco o chão se assemelhava a minha cama. Mas isto quando eu tinha um lar, um lugar que pudesse chamar de meu.
Então eu percebi os olhos, pequenas contas que refletiam o brilho das chamas. Por não mais que um instante eu os vislumbrei, e então sumiram, acompanhados do som furtivo de passos leves e rápidos.
Eu sei a quem aqueles olhos pertencem, sabia sem mesmo ter visto seu rosto. Foi ele que me acusou, provocou meu julgamento e meu exílio, forjou desconfiança no seio da terra que era minha. E então fui dispensado; meus serviços não eram mais necessários, não era mais um cavaleiro. Tomou tudo o que me pertencia, meu posto, meu lar, o pouco de felicidade que tão arduamente eu construíra.
E agora me segue no exílio, farejando meus passos, observando minha queda e se vangloriando nela. O que quer com isto?



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