Soneto do Guerreiro (dentre outros tantos)

Queda-se a vontade do guerreiro,
pende-lhe a espada voltada ao chão
e pequenas contas vermelhas
deslizam, a seu encontro.

A última linha recua e se une,
ombro a ombro, escudo ao sinistro,
superados em número e disposição
a espera do golpe derradeiro.

Desolado e abatido só lhe resta a fé,
de que nenhuma morte tenha sido em vão
para aplacar a fome do ceifador.

A esperança se esvai junto ao sangue,
mas em seu coração ainda pulsa
o último desejo de paz.



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