dez
5
2005
Sinto falta da lua…
Sinto falta da lua…
Ontem era Nova; prenúncio de mudanças, como uma foice prateada brilhando no céu; como a foice da sra. Morte.
E eu me sinto reservado e anti-social. E a Lua não tem culpa, mas a falta dela me entristece.
Me tornei um homem estranho. Cansada, minha juventude passou pelos meus olhos deixando somente a sobriedade cinzenta e em meu rosto marcas severas. Os cabelos caem, em cachos cada vez mais compridos sobre os ombros, a barba cresce, toma forma e as unhas precisam ser aparadas. Estou vivo!
Ao menos meu corpo está; pois apesar de vivo, como uma pedra eu me sinto cair…
O preto me tomou novamente hoje, a não ser por uma pequena mancha branca num canto de página. Impossível abandonar todo o monocromático