fev 28 2006

Dorian

Estou lendo então “O Retrato de Dorian Gray”, livro que está comigo desde novembro. Eu havia deixado-o de lado por conta de Richard Sharpe e companhia, fato do qual não me arrependo, mas ao terminá-lo preciso ocupar meu tempo com algo além.

Tendo algumas idéias para escrever, o que normalmente não representa boa coisa

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fev 27 2006

em Dorian

Não existe livros morais ou imorais. Livros são bem-escritos ou mal-escritos. E isto é tudo.
- Oscar Wilde.

Eu discordo, mas aprecio o ponto de vista

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fev 24 2006

A Fortaleza

Ainda doíam os nós dos dedos, porque ele batera com força, mas a muralha era sólida. Era fria também, mas era impossível perceber isto porque o sangue fluía com velocidade saltando as veias e deixando a mão com uma aparência avermelhada.
Baixou os olhos para a muralha, meditando sobre o tempo que ela estava ali; dez anos, quinze talvez, desde que ele a notara pela primeira vez.
Têm tentado inutilmente derrubá-la desde então. E continuará tentando, mal percebendo que as mesmas mãos que agora tentam derrubá-la, outrora foram usadas para erguê-la.


Afortunado o homem que consegue vencer os obstáculos que pôs para si

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fev 21 2006

Cantigas Esquecidas III

- Paul Verlaine

Chora no meu coração
Como chove na cidade;
Qual será tal lassidão
Entrando em meu coração?

Ó doce rumor da chuva
Pela terra e sobre os tetos!
Coração que se enviúva,
Ó, a cantiga da chuva!

Chora sem qualquer razão
No coração que se enfada,
Pois! Nenhuma traição?…
Este luto é sem razão.

É bem certo a pior do
A de não saber por que
sem amor e sem rancor
Coração tem tanta dor!

publicado inicialmente em Domingo, Junho 05, 2005

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fev 20 2006

Réplica

A guerra acabou, é importante dizer. Sem esta afirmação nada mais faz sentido. Portanto tudo o que eu descrevo aqui somente será compreendido a partir desta premissa: a guerra acabou.
Foi a primeira frase captada, decodificada e armazenada na minha atual situação:
“Acabou soldado, você já pode ir para casa.
Casa? Alguns conceitos ainda são estranhos para mim. As lembranças estão aqui, todas elas recuperadas e devidamente armazenadas num disco magnético incorporado ao que sobrou da minha mente, digo cérebro.
Então eu voltei para casa, o pequeno apartamento de dois quartos no subúrbio da grande cidade, cerca de dois milhões de habitantes e… estou divagando novamente. Algumas vezes as tarefas em background processam-se sem que eu me dê conta.
Mas, como eu disse antes, voltei para casa. Foi o que disse a ela, a moça da porta em frente. Estou mais alto agora e já não há muito sangue circulando aqui dentro. Ela tocou meu peito e sentiu o frio do metal, além do ligeiro tremular das bombas e dos pequenos motores. Fechou-se a porta e ela se foi.
Tenho lembranças dela. Consigo separá-las num diretório a parte mas, o que isto significa? Eu a vejo pela janela lateral, sentada a cozinha, preparando chá e torradas. Já não lembro o gosto, nem tão pouco reconheço seu cheiro, e havia um cheiro.
Sinto a falta dela sem saber muito bem o porquê. Algumas lembranças são dados desnecessários armazenados para simples conferência. Não agregam conhecimento, nem servem como parâmetros para comparação.
Ainda assim eu me recuso a desfazer-me delas…

Isaac Asimov + Replica (Sonata Arctica) fazem uma combinação interessante

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fev 17 2006

Vitórias

dias repletos… de alegrias, conquistas… e de batalha
e são essas batalhas que me trazem novo fôlego e vontade

e eu quero ver o troféu

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fev 15 2006

Sangue que o Azulejo Mancha…

Sangue que o azulejo mancha,
conseqüência de uma noite inquieta,
povoada dos quimerismos,
de sombrias manifestações oníricas,
faeries que me conduzem ao erro,
a enganação e a perda

Publicado inicialmente em 13 de junho de 2005

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fev 14 2006

Verão

O verão é frio, e queima como o gelo, derrete os picos ensolarados das montanhas e transforma o calor aqui dentro numa brisa ártica

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fev 13 2006

Flecha Dourada

E toda a beleza se foi,
como uma folha de outono caiu
ceifada por uma flecha dourada
que nunca mais será disparada

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fev 9 2006

Pela Janela

A garoa fina encharcava suas asas, deixando úmida e brilhante a pelagem curta sobre ela. Do alto da muralha ele observava a cidade pouco abaixo, o asfalto negro coberto pela água, os carros chapinando pelas poças. Uma luz acesa atraía sua atenção. Ela ainda estava acordada, aquela pela qual ele ganhara estas asas

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