A Fortaleza

Ainda doíam os nós dos dedos, porque ele batera com força, mas a muralha era sólida. Era fria também, mas era impossível perceber isto porque o sangue fluía com velocidade saltando as veias e deixando a mão com uma aparência avermelhada.
Baixou os olhos para a muralha, meditando sobre o tempo que ela estava ali; dez anos, quinze talvez, desde que ele a notara pela primeira vez.
Têm tentado inutilmente derrubá-la desde então. E continuará tentando, mal percebendo que as mesmas mãos que agora tentam derrubá-la, outrora foram usadas para erguê-la.


Afortunado o homem que consegue vencer os obstáculos que pôs para si



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