mar 9 2006

Não Aberta

De sobressalto, acordou alarmado. Os olhos fixaram-se na parede branca e do quarto, bem ao lado da cortina, onde as manchas da umidade eram mais freqüentes. E sentiu então aquela pontada lacerante entre as costelas e o gosto de fel amargando sua boca; o que já não era tão incomum. Tossiu, rosnou.
Havia deixado algo em seu sono, algo bom e suave que não soube definir; mas que agora era substituído pela realidade.
Levantou-se, vestiu-se e saiu para trabalhar; e a carta permaneceu fechada sobre a mesa de cabeceira por mais um dia, acumulando pó sobre o timbre verde do laboratório

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mar 7 2006

O Retrato de Dorian Gray

Findei esta manhã o Retrato de Dorian Gray. Não vi nele um livro sobre a cultura ou a beleza (como muitos afirmam ser), mas sim um tratado sobre pecados. Tanto quanto o Sharpe é fundamentado sobre as virtudes do ser humano, Dorian Gray é baseado em seus pecados. Ou talvez o contrário.
É um livro terrível, que me fere tal qual uma lâmina polida, repleto de simbologias e filosofias de Wilde a respeito a humanidade. Me fere, como o orgulho que me golpeia com a honra, da maneira sutil que o livro tem em dizer que poder-se ser belo ou bom, nunca ambos.
Creio ter escolhido a bondade, e afastei de minha vida a beleza; claro que não de todo, pois vivi prazeres (diria emoções?) de que minha mente se recorda, mas prazeres estes subjugados pela razão e pela virtude. E tornei bom, tanto quanto meus olhos se tornaram cinzentos ao fazê-lo

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mar 1 2006

Momento Humorístico (Réquiem)

Beloved dead & devoted husbound – Rest in peaces

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