abr
27
2006
Um rumo, um caminho,
uma batalha, uma busca,
um horizonte…
Procuro e não encontro.
Outra rainha me disse que é “um tanto improvável a palavra ódio ou o verbo odiar na mesma frase que véxo sem nenhum advérbio de negação”, mas eu ainda discordo.
É fácil odiar, só basta ter…
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abr
24
2006
A dor não é motivo para a revolta ou para a violência. Trairia minha própria honra se a mágoa pudesse dominar minhas ações. Devo ser calmo, devo ser justo.
A tentativa nem sempre conduz ao sucesso e muitas vezes nos vemos no meio de uma tempestade ao qual é difícil discernir amigo de adversário, o caído do agressor.
Neste final de semana visitei um amigo que há muito não via, um homem de honra, de palavra e de atitudes; um homem que me ensinou os valores mais nobres, as virtudes tão exaltadas e pouco praticadas. Espero mudanças em meu íntimo.
Novas visitas e comentários no blog, muito apreciadas, e visitas indesejadas no meu orkut
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abr
20
2006
Desafiei o medo, e enfretei-o com minha espada recém forjada, tomei-o por assalto com minha coragem e consciência. E se rendeu a mim, derrotado. Não o abati porque não o posso fazer; negar o medo seria como negar a própria natureza humana.
Mas não me sinto feliz com a vitória; pois fui cruel e fui injusto e ao derrotar o medo feri alguém que muito me apraz. E agora, a espera do rancor eu me pergunto se vale o esforço.
Quantos magoarei em minha busca?
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abr
19
2006
Lembranças, pequeninas e frágeis criaturinhas. Tentei reuní-las próximas a mim, todas elas, mas não pude; escaparam para a escuridão, seguidas pelo medo ou pelo rancor. Outras mantive próximas, seguras. Porém, sempre me vem a preocupação por aquelas que se foram, agora caçadas por meus algozes cruéis.
Vou me erguer, partir para junto delas para resgatá-las. Uma busca longa talvez, sofrida da qual não voltarei sem cicatrizes. Poderia ser de outra maneira?
Desafiar o medo, terrível em seu metro e meio de pura escuridão, cabelos espetados e olhos brilhantes. Combater o rancor, com suas curvas delicadas, seu olhar penetrante e longos caninos.
É hora creio, de deixar para traz medo e rancor e tomar em minhas mãos o que me é direito
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abr
13
2006
Atônito, observava a tudo e a todos; queria falar, mas as palavras não lhe saíam. Eles agora o rodeavam, alguns confusos, outros curiosos. E então, de meio ao nada ela surgiu, coberta em couro e vingança, trazia em suas mãos um grande machado, o qual descreveu no ar uma curva até o ventre da criatura. Gritou algo do qual o monstro compreendeu somente um “… odeio”.
Mas ele não caiu, ao contrário, ergueu seus olhos repletos de fúria e ódio. Mas algo de estranho tomou seu ser, e não brotava da dor em seu estômago, ou do sangue que lhe escorria para as pernas; era uma estranha apatia, reflexo da aceitação. Não entendia o porquê, não sabia se era justo, e ainda assim compreendia o ódio, porque era o monstro, era cruel e malicioso, ao menos aos olhos alheios
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abr
10
2006
Adentrava, trôpego, o pequeno vilarejo ao sul do bosque. Vinha encurvado, com os ombros baixos e os longos braços estendidos a frente, o cabelo que caía-lhe sobre o rosto escondia duas contas verdes no qual brilhava, refulgia intensa indignação.
Era temido, ás vezes odiado, pelos cidadãos. Todos sabiam que carregava dentro dele o mal e o ódio, ocultos numa pequena glândula negra na nuca, ou nas várias pústulas vermelhas que cobriam seu corpo. Todos o sabiam, pois demonstrava em seus dentes saltados, nas rugas sob o nariz e nas mãos crispadas; sinais do ódio.
Alguns ainda o protegiam, o diziam bom, mas a maior parte sabia, sem saber exatamente por que; ele era um monstro. Cria de um troll ou fomor maldito, nascido do ódio e do rancor
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abr
6
2006
I deserve the hate, I deserve to die; but death… she wants me far away from her.
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abr
5
2006
Maldito por disparar uma flecha contra o próprio peito.
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