Troll

Adentrava, trôpego, o pequeno vilarejo ao sul do bosque. Vinha encurvado, com os ombros baixos e os longos braços estendidos a frente, o cabelo que caía-lhe sobre o rosto escondia duas contas verdes no qual brilhava, refulgia intensa indignação.
Era temido, ás vezes odiado, pelos cidadãos. Todos sabiam que carregava dentro dele o mal e o ódio, ocultos numa pequena glândula negra na nuca, ou nas várias pústulas vermelhas que cobriam seu corpo. Todos o sabiam, pois demonstrava em seus dentes saltados, nas rugas sob o nariz e nas mãos crispadas; sinais do ódio.
Alguns ainda o protegiam, o diziam bom, mas a maior parte sabia, sem saber exatamente por que; ele era um monstro. Cria de um troll ou fomor maldito, nascido do ódio e do rancor



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