Troll II

Atônito, observava a tudo e a todos; queria falar, mas as palavras não lhe saíam. Eles agora o rodeavam, alguns confusos, outros curiosos. E então, de meio ao nada ela surgiu, coberta em couro e vingança, trazia em suas mãos um grande machado, o qual descreveu no ar uma curva até o ventre da criatura. Gritou algo do qual o monstro compreendeu somente um “… odeio”.
Mas ele não caiu, ao contrário, ergueu seus olhos repletos de fúria e ódio. Mas algo de estranho tomou seu ser, e não brotava da dor em seu estômago, ou do sangue que lhe escorria para as pernas; era uma estranha apatia, reflexo da aceitação. Não entendia o porquê, não sabia se era justo, e ainda assim compreendia o ódio, porque era o monstro, era cruel e malicioso, ao menos aos olhos alheios



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