Súplica

Acorrentado em teu calabouço, meu pequeno e sombrio lar, minha escolha, meu destino. Em teu palácio, em teu peito sou livre para vagar, aos corredores, arrastando minhas correntes, meu pesar. Mas não poderei te deixar jamais, prometido aos grilhões do teu desejo, de tua vontade.
Anseio a luz do luar que me escapa por entre as frestas, tanto quanto anseio teu toque, teu gosto; mas meus sentidos me impedem de me aproximar, me impedem de te tocar, por honra e por respeito. Teus lábios me parecem gélidos, teu toque me cheira a veneno mas eu desejo o que me foi prometido.
Desejo a vida, o sangue correndo em minhas veias uma última vez, espalhando teu veneno e inebriando-me os sentidos, senhora da morte.



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