Sylvia

Assisti à Sylvia neste final de semana. Inútil dizer que o filme é bom, que toca, que rasga e dói… o fez comigo.
Mas cada vez que o recomendo ele parece se banalizar, nas minhas palavras toda aquela emoção torna-se tão ‘comum’. Não assistam, pelo que digo aqui, mas se quiserem da arte a sombra e o silêncio, seja na atuação da Gwyneth Paltrow ou nas palavras sublimes de Sylvia Plath, procurem-na. Geralmente se esconde na prateleira do fundo, coberta pelo pano mortuário…

PALAVRAS
– de Sylvia Plath

Golpe
De machado que fazem soar a madeira,
e os ecos!
Ecos parte
Do centro como cavalos.

A seiva
Jorra como lágrimas, como
água lutando
Para repor seu espelho
Sobre a rocha

Que cai e rola,
Crânio branco
Comido por ervas daninhas.
Anos depois as encontro
Na estrada ¿

Palavras secas e sem rumo,
Infatigável bater de cascos.
Enquanto
Do fundo do poço estrelas fixa
Governam uma vida.


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