Cortinas

As cortinas me lembram a saudade
ou seria a saudade lembrada das cortinas,
balançando ao vento sobre a minha cabeça
quando a mãe esquece de fechar-me as janelas.

As vezes ela entra furtiva no meu quarto,
e eu peço para que as deixe abertas
pois gosto de ver as estrelas despontando
por entre as cortinas sopradas ao sabor do vento.

As vezes não há vento, permanecem paradas
ocultam teu rosto, isolam teu quarto,
sombras inertes da minha saudade.

Um dia fecharão-se as janela da alma,
impedirão as pestanas teus olhos de brilhar
e velarei por ti soprando longe as cortinas



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