Amarguras que Semeamos

Deixo os portões, subo as colinas e volto aos campos que semeamos, os campos que deixamos. As heras cresceram sem controle, tomaram o pomar e a pequena murada e, ainda assim os frutos nasceram, grandes e vistosos. Busco no casebre uma foice pequena e um cesto e me ponho a caminhar por entre as árvores, colhendo o quanto posso. Em pouco tempo a cesta está repleta de grandes frutos de pálida cor amarela e um gosto suavemente azedo. Tomo todos comigo e faço meu caminho de volta para casa, levando todas as amarguras que semeamos



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